Schjelderup destaca-se no Mundial e complica renovação no Benfica

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Andreas Schjelderup ascendeu a figura incontornável no Mundial, destacando-se como um dos jovens mais promissores da competição. O extremo de 22 anos do Benfica marcou o único golo da Noruega na derrota por 1-2 frente à Inglaterra, depois de ter assistido Erling Haaland por duas vezes no embate com o Brasil (2-1). Este despertar precoce colocou-o no radar dos grandes colossos europeus, complicando a sua renovação contratual com os encarnados.

O jogador norueguês, que entrou no torneio como suplente, provou ser uma mais-valia e valorizou-se significativamente, o que torna difícil para o Benfica manter a sua permanência. A proposta de renovação apresentada pela direção liderada por Rui Costa continua sem resposta, com o círculo próximo de Schjelderup a ponderar seriamente uma saída já neste verão, apesar de o contrato com o clube da Luz se estender por mais duas temporadas. Este cenário agrava a já tensa negociação que se desenrolava antes do Mundial.

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No caso de António Silva, outro jovem talento com contrato a expirar em breve, a situação é diferente. Schjelderup, pela sua evolução e evidência, está numa posição privilegiada e sabe do seu valor. O Benfica, por sua vez, mantém-se atento e poderá rever a sua estratégia para este dossier, mesmo que isso contrarie as preferências do treinador Marco Silva. Para o técnico, o extremo é uma peça fundamental para a luta pela fase de grupos da Liga Europa, embora reconheça que tanto Schjelderup como Aursnes estarão ausentes nos próximos jogos devido ao Mundial.

Financeiramente, o Benfica já garantiu mais de 40 milhões de euros em vendas recentes, mas continua à procura de uma venda de maior vulto. Schjelderup pode ser esse negócio milionário, que trará um encaixe decisivo para reforçar o plantel conforme as indicações do treinador. A vontade do futebolista de rumar à Premier League é conhecida, com clubes como Tottenham, Chelsea e Liverpool a acompanhar o seu percurso. No entanto, a cláusula de rescisão de 100 milhões de euros e o contrato de dois anos conferem aos encarnados uma posição de força negocial.

Antes do Mundial, a fasquia para a venda de Schjelderup estava fixada nos 40 milhões de euros, valor que agora dificilmente será negociado para baixo. Caso não se concretize uma transferência neste verão, o regresso ao Seixal trará reuniões obrigatórias entre o jogador, Marco Silva, Mário Branco e Rui Costa para decidir o futuro imediato do extremo. A renovação está em cima da mesa, mas também as condições para uma eventual saída, que poderá marcar o próximo capítulo da carreira do norueguês no Benfica.

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