A confirmação da renovação do contrato de Renee Slegers, treinadora do Arsenal, está a agitar o cenário do futebol feminino. Slegers, que acabou de levar o clube ao seu segundo título da Women’s Champions League em maio, assinou um novo contrato de três anos, consolidando ainda mais a sua posição como uma das figuras centrais na história recente da equipa.
Com apenas 36 anos, Slegers tem demonstrado ser uma força poderosa à frente do Arsenal, tendo iniciado a sua jornada no clube como jogadora da academia antes de ascender à posição de treinadora assistente e, posteriormente, chefe de equipa. Após um período interino bem-sucedido, a sua nomeação definitiva em janeiro de 2025 foi um passo audacioso, e agora, com a nova extensão de contrato, o clube espera que ela continue a moldar o futuro da equipa.
“Estou imensamente orgulhosa de ter partilhado esta jornada com o Arsenal – um clube que significa tanto para mim e para tantas outras pessoas,” declarou Slegers, expressando a sua satisfação com a renovação. “Estou encantada por ter assinado um novo contrato aqui, pois acredito que temos muito a alcançar juntos esta temporada e nos anos vindouros.”
No entanto, a temporada 2025-26 não começou da melhor forma, com o Arsenal a enfrentar um início tumultuado na Women’s Super League, acumulando quatro empates e uma derrota nos primeiros 11 jogos, o que os deixou a oito pontos dos líderes, Manchester City. Apesar dos desafios, Slegers conseguiu garantir uma vaga nos playoffs da fase de grupos da Women’s Champions League, um feito que demonstra a sua capacidade de liderança sob pressão.
Clare Wheatley, diretora de futebol feminino do Arsenal, elogiou Slegers, afirmando que ela “provou ser uma treinadora de elite”. A extensão do seu contrato é vista como um movimento estratégico para trazer estabilidade ao clube, especialmente com a intenção de rejuvenescimento do plantel. A confiança da diretoria em Slegers permanece alta, mesmo em face das críticas que surgiram devido ao início menos positivo da temporada.
Os próximos meses serão cruciais, não apenas para Slegers demonstrar um estilo de jogo mais claro e consistente, mas também para silenciar as dúvidas que começaram a surgir entre os adeptos. A pressão está em cima dela, mas a sua experiência e sucesso anterior colocam-na numa posição privilegiada para lidar com as expectativas cada vez maiores.
Adicionando força ao comando técnico, o Arsenal anunciou a promoção de Jodie Taylor, ex-jogadora da seleção de Inglaterra, a diretora técnica. Taylor, que já teve duas passagens pelo clube como jogadora, agora irá trabalhar em estreita colaboração com Slegers e a sua equipa, ajudando na comunicação entre os vários departamentos do clube e na contratação de novos talentos.
“Faz dez anos que entrei pela primeira vez no Arsenal como jogadora, e o progresso e crescimento do clube desde então têm sido notáveis,” comentou Taylor, sublinhando a sua visão para criar um ambiente de alto desempenho. “Queremos nutrir um ambiente onde as nossas jogadoras, a Renee e a equipa técnica tenham as ferramentas certas e as melhores condições para alcançar o nível mais alto.”
Com a nova estrutura em vigor e a confiança depositada em Slegers, o Arsenal está a preparar-se para um futuro promissor, onde o foco na formação e desenvolvimento de talentos jovens poderá levar a equipa a novos patamares de sucesso.
