Andrey Rublev, o tenista russo que tem desafiado os seus limites emocionais dentro de campo, abriu o coração sobre a diferença entre ele e os jovens prodígios Carlos Alcaraz e Jannik Sinner. Numa declaração reveladora após a sua vitória no torneio ATP 500 de Doha, Rublev admitiu que, enquanto os dois líderes do circuito jogam ténis, ele muitas vezes vê-se a lutar contra os seus próprios demónios interiores. “Eles jogam ténis. Enquanto eu, às vezes, jogo ténis. Às vezes luto com os meus pensamentos”, disse Rublev, destacando a sua batalha constante com inseguranças e medos que o acompanham durante os encontros.
A sinceridade de Rublev ressoa profundamente junto de muitos fãs e observadores da modalidade, especialmente tendo em conta as suas reações intensas em campo, onde, em várias ocasiões, se magoou a si próprio ao bater com a raquete. Essas explosões emocionais não são meras manifestações de frustração, mas o reflexo de um atleta em constante procura de superação mental. O russo, de 28 anos, tem investido tempo e esforço no trabalho com um treinador mental, na esperança de encontrar um equilíbrio que lhe permita atingir todo o seu potencial.
Durante a conferência de imprensa após o encontro, Rublev aprofundou a sua análise, afirmando: “A diferença entre mim e Alcaraz e Sinner? É que eles jogam ténis. Enquanto eu, às vezes, jogo ténis. Às vezes luto com os meus pensamentos. Às vezes é como se dissesse a mim mesmo: 'Oh, por favor, espero conseguir servir'. Espero não falhar a resposta… Eles jogam ténis. Independentemente do resultado, fazem o que precisam de fazer e sabem que, a longo prazo, vão vencer mais encontros”. As suas palavras não apenas revelam um lado vulnerável, como também evidenciam a mentalidade de um atleta que procura libertar-se das limitações impostas pela própria mente.
Além disso, Rublev comentou também o regresso dos atletas russos às competições internacionais, incluindo a autorização para competir nos Jogos Paralímpicos de Milão-Cortina. Expressou satisfação com a possibilidade de que aqueles que foram impedidos de competir possam finalmente regressar. “Obviamente, se há a possibilidade de todos os atletas poderem competir novamente, é um momento fantástico. Estou feliz por os jovens ou, em geral, os atletas a quem não foi permitido competir, finalmente poderem fazê-lo. Para mim, está tudo bem”, afirmou Rublev.
Agora, o tenista russo prepara-se para um confronto eletrizante contra Alcaraz, que poderá ser decisivo para a sua carreira, enquanto procura não apenas um lugar na final em Doha, mas também a oportunidade de vencer os seus próprios desafios internos. O que está em jogo não é apenas um encontro, mas a própria essência da luta que Rublev enfrenta a cada serviço e a cada ponto.
