A tensão em Acapulco, México, não impediu a continuidade do Abierto Mexicano Telcel, um dos torneios de ténis mais esperados do calendário. Em meio a um grande aparato de segurança devido a uma crise de violência associada ao narcotráfico, os organizadores emitiram uma declaração firme, desmentindo rumores sobre o cancelamento do evento. O torneio, que decorre de 21 de fevereiro a 1 de março, viu sua reputação ameaçada, mas os responsáveis garantiram que tudo seguiria conforme o planejado.
No domingo, uma mensagem publicada nas redes sociais oficiais do torneio deixou claro: “O Abierto Mexicano Telcel informa que os rumores que circulam na imprensa e nas redes sociais sobre o suposto cancelamento do torneio devido a problemas de segurança em Jalisco são falsos.” Esta declaração é um reflexo da determinação dos organizadores em manter o evento em andamento, apesar das circunstâncias adversas.
Com uma lista de participantes que inclui estrelas como o número 4 do mundo, Alexander Zverev, e os campeões Alex de Minaur e Frances Tiafoe, o torneio atraiu a atenção do público. A segurança foi intensificada no local, a cerca de 800 km de Guadalajara, onde as autoridades estavam lidando com uma operação de segurança em larga escala. A presença policial aumentada ao redor do Arena GNP Seguros foi notável, levando a um fechamento antecipado de alguns negócios nas proximidades.
Os organizadores reafirmaram a continuidade do evento, garantindo que estavam em constante coordenação com as autoridades federais, estaduais e municipais, seguindo todos os protocolos de segurança estabelecidos. “Continuamos em comunicação constante com as autoridades”, disseram, destacando que não havia qualquer aviso de cancelamento e que o torneio prosseguiria normalmente.
Apesar da atmosfera tensa, os jogos começaram pontualmente às 16:00, horário local, com o público e os jogadores demonstrando resiliência. O Abierto Mexicano Telcel não é apenas mais um torneio; ele é um favorito entre os tenistas, tendo recebido o título de Melhor Evento ATP 500 em três ocasiões: 2007, 2017 e 2019. Essa reputação torna a proteção do evento e de todos os envolvidos ainda mais crucial.
Enquanto isso, o evento WTA 500 em Mérida, Yucatán, a mais de 1.100 milhas de Guadalajara, também ocorreu conforme o agendado, com Emma Navarro e Jasmine Paolini como principais sementes. Entretanto, a situação em Acapulco gerou preocupações, levando a pedidos de evacuação dos jogadores. O comentarista da Tennis Channel, Brett Haber, expressou sua preocupação em uma mensagem enérgica: “Acabei de deixar o México. A atividade policial no aeroporto era insana. Sugestão educada para o @atptour e @WTA – arranjem um avião para Acapulco e outro para Mérida e retirem todos de lá.”
A crise de segurança foi exacerbada no dia 22 de fevereiro, quando forças de segurança realizaram uma operação significativa em Jalisco, visando o criminoso de alto perfil Nemesio Rubén Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho.” Relatos indicam que ele foi morto durante a operação, junto com vários associados. A operação resultou em diversos incidentes em várias partes do país, incluindo bloqueios de estrada e veículos danificados.
Apesar das condições de segurança cada vez mais alarmantes, a determinação dos organizadores em continuar com o Abierto Mexicano Telcel é um testemunho da resiliência do desporto e da vontade de manter as tradições em tempos de crise. Com medidas de segurança robustas em vigor, tanto para jogadores quanto para espectadores, o torneio avança, reafirmando seu lugar como um dos eventos mais emocionantes do calendário do ténis.
