Novak Djokovic volta a incendiar Roland Garros: Enfrenta multidão hostil e elimina jovem francês num duelo explosivo!
Roland Garros voltou a ser palco de uma batalha épica entre Novak Djokovic e a plateia parisiense, conhecida pelo seu amor-ódio pelo sérvio. No primeiro round do torneio, Djokovic não só sobreviveu à pressão de uma multidão claramente alinhada com o francês Giovanni Mpetshi Perricard, como avançou com autoridade, vencendo por 5-7, 7-5, 6-1, 6-4.
Desde o primeiro ponto, tornou-se evidente que o ambiente estava carregado de hostilidade. Cada ponto ganho pelo local era celebrado com gritos estrondosos, enquanto Djokovic era alvo de assobios e vaias incessantes. A tensão atingiu o auge quando uma decisão controversa a favor do número 4 mundial provocou um coro de protestos do público, transformando o set inicial numa verdadeira guerra psicológica. Em resposta, Djokovic não hesitou em fazer gestos exigindo respeito, mostrando que não se deixa intimidar.
A situação agravou-se ainda mais quando, após contestar um ponto não concedido, Djokovic caminhou até o árbitro da cadeira para protestar. Naquele momento, com Perricard a pressionar num break point, o público francês intensificou a pressão sonora para abalar o sérvio. Mas a experiência falou mais alto: aos 39 anos, Djokovic salvou o break point numa demonstração de classe e frieza impressionantes.
Mpetshi Perricard até conseguiu garantir a vantagem vital ao vencer o primeiro set, um feito que não acontecia a Djokovic no primeiro round de Roland Garros há 16 anos. O jovem francês mostrou-se a altura do desafio, mas a resposta do sérvio seria avassaladora.
Ao longo dos anos, Djokovic tem sido alvo frequente de vaias em Paris, como ficou evidente na sua vitória dramática contra Alejandro Davidovich Fokina em 2023, onde celebrou com um grito de guerra e gestos provocadores à multidão. Também na semifinal de 2021 contra Rafael Nadal, sentiu a hostilidade, mas transformou-a em combustível para a vitória.
Apesar de ceder o primeiro set no domingo, Djokovic reagiu imediatamente, dominando os três seguintes e garantindo a passagem à segunda ronda. Em declarações após o jogo, o campeão elogiou o adversário: “Quero dar os parabéns ao Giovanni pela grande partida. Poucas vezes na minha carreira enfrentei um serviço como o dele.”
Djokovic admitiu que o francês dominou o primeiro set, mas que encontrou o ritmo certo no segundo. “No primeiro set não tive hipótese. No segundo, a situação mudou um pouco para mim. Numa partida assim, temos de manter a concentração e esperar pela oportunidade. É complicado, mas consegui encontrar o meu melhor jogo e o momento certo para o meu retorno”, explicou.
Com pouca preparação competitiva antes do torneio, este triunfo é exatamente o que Novak precisava para ganhar confiança. E não foi só isso: com esta partida, Djokovic entrou para a história do ténis mundial ao tornar-se o primeiro homem a disputar 82 vezes o quadro principal de um Grand Slam, ultrapassando o recorde partilhado por Roger Federer e Feliciano Lopez, que tinham 81 participações.
Além disso, Djokovic mantém a sua impressionante invencibilidade contra jogadores franceses em Grand Slams desde 2018, altura em que foi derrotado por Benoit Paire. Agora, o sérvio prepara-se para enfrentar Valentin Royer na segunda ronda, um adversário desconhecido para ele, mas que já demonstrou força ao vencer em dois sets Hugo Dellien na ronda inaugural.
Se continuar a vencer, Djokovic poderá defrontar o jovem de 19 anos João Fonseca na terceira ronda, numa promessa de mais emoção no torneio parisiense.
Com uma mistura de talento, experiência e uma mentalidade à prova de fogo, Novak Djokovic mostra, mais uma vez, porque é um dos maiores do ténis mundial. Frente a uma multidão implacável, ele não só sobreviveu, como dominou, deixando claro que Roland Garros ainda é território para o seu reinado.
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