Quinta-feira, Fevereiro 26, 2026

Chelsea regista a maior perda financeira da história do futebol inglês

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Chelsea Football Club, uma das maiores potências do futebol inglês, enfrenta uma crise financeira sem precedentes, com a UEFA a revelar um prejuízo pré-impostos colossal de £355 milhões para a temporada 2024-25. Este resultado não só marca o maior rombo da história do futebol inglês, como também é o segundo maior da história europeia, apenas atrás dos impressionantes £484 milhões que o Barcelona perdeu em 2021. Mas o que realmente está por trás desses números alarmantes?

De acordo com os dados financeiros, Chelsea está a gerar significativamente menos receita em comparação com outros gigantes da Premier League. Os Blues arrecadaram £511 milhões, um valor consideravelmente inferior aos £746 milhões do Manchester City e aos £744 milhões do Liverpool. A diferença notável nas receitas provém de várias áreas-chave. Apesar de ocuparem a nona posição na Europa em termos de receitas de bilheteira, Chelsea ficou £28 milhões atrás do Liverpool, que se encontra logo à sua frente. O rendimento médio por dia de jogo também foi inferior, com £1,2 milhões a menos do que os rivais de Merseyside.

A capacidade do Stamford Bridge, que acomoda apenas 41,798 espectadores, é um fator limitante nesse aspecto, colocando o Chelsea apenas como o 11º maior estádio da Premier League — 34,000 lugares a menos que o Old Trafford, casa do Manchester United. A receita comercial dos Blues também deixou a desejar, posicionando-se em 11º lugar na Europa com £207 milhões, uma queda de £5 milhões em relação ao ano anterior. Em comparação, o Tottenham arrecadou £66 milhões a mais, enquanto o Manchester City superou esta cifra em impressionantes £165 milhões.

No que diz respeito a merchandising e vendas de camisolas, Chelsea também ficou aquém, obtendo apenas £83 milhões, sem qualquer melhoria em relação ao ano anterior, o que representa uma diferença de £46 milhões em comparação com os Spurs e £82 milhões em relação ao Manchester United. A única luz no fim do túnel parece vir da receita de transmissão, onde a participação e vitória no FIFA Club World Cup ajudaram a elevar os ganhos para £192 milhões, colocando os Blues na segunda posição na Europa, atrás apenas do Manchester City.

Os gastos do Chelsea também contribuíram para este cenário sombrio. O clube foi o sexto maior gastador em salários na Europa, com uma folha de pagamento de £388 milhões, um aumento de £43 milhões em relação à temporada anterior. Apenas Liverpool e Manchester City gastaram mais na Inglaterra. Além disso, Chelsea emprega o maior número de funcionários não futebolísticos de qualquer clube inglês, com um total de 1,169 colaboradores. Os custos operacionais, que incluem serviços públicos, transporte, seguros, marketing e administração, dispararam de £159 milhões para £240 milhões, colocando o clube em quinto lugar na Europa.

A UEFA descreve o plantel do Chelsea como o mais caro da história do futebol, com um valor total de £1.52 bilhões, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. O clube optou por assinar longos contratos com muitos jogadores para amortizar os custos ao longo do tempo, mas isso não é suficiente para evitar que as suas contas fiquem no vermelho. De acordo com o relatório, os custos de amortização dos clubes ingleses estão a impactar a rentabilidade, resultando em perdas significativas.

Fontes próximas ao Chelsea indicam que vários fatores contribuíram para este cenário desfavorável, incluindo a desvalorização de ativos e a saída de contratos legados. Contudo, o clube afirma que ainda é lucrativo em termos operacionais e acredita que irá cumprir as regras da UEFA, negando que precisará vender jogadores-chave para satisfazer quaisquer exigências regulatórias.

A situação do Chelsea levanta questões sérias sobre a sustentabilidade financeira dos clubes de futebol na era moderna, e o futuro dos Blues dependerá de uma gestão eficaz e de uma recuperação nas suas receitas. A pressão está em cima, e a forma como o Chelsea navegará por esta tempestade financeira será observada de perto por fãs e especialistas em todo o mundo.

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