Os azuis estão mais perto do Arsenal do que se imagina

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Num confronto que se revelou mais do que uma simples batalha entre rivais londrinos, Chelsea e Arsenal protagonizaram um jogo que expôs as fraquezas e as promessas da equipa blue. Apesar de uma performance sólida, o Chelsea foi mais uma vez traído por falhas na defesa em lances de bola parada e por uma expulsão que se tornou emblemática da sua temporada. Trevoh Chalobah, defesa dos Blues, não hesitou em apontar o dedo a esses erros: “Concedemos demasiados golos em lances de bola parada, e é por isso que estamos onde estamos na tabela.”

O Chelsea e o Arsenal já se encontraram quatro vezes esta temporada, e os números falam por si: um empate a 1-1 na Premier League em Stamford Bridge, uma derrota por 2-3 na primeira mão da Taça da Liga, uma nova derrota por 1-0 na segunda mão, e uma derrota por 2-1 no Emirates Stadium. Embora os jogos tenham sido apertados, a realidade é que o Chelsea saiu derrotado em todas as partidas da Premier League, sempre com um jogador expulso.

À primeira vista, parece que o Arsenal domina a rivalidade, mas as margens de diferença são mínimas. O Chelsea não venceu os últimos oito encontros na Premier League contra os Gunners, mas em posse de bola e em termos de jogo geral, a equipa parece igualar-se ou até superar o rival. A grande questão está na capacidade mental dos jogadores, onde os jogadores do Arsenal demonstram uma preparação superior.

“Nos primeiros dez jogos desde que cheguei, não tivemos estes problemas, mas agora temos dois cartões vermelhos em dois jogos. Há algo mais profundo que precisamos resolver. Se conseguirmos tratar desses dois aspectos principais, poderemos ser uma equipa muito boa e alcançar tudo o que desejamos,” declarou um preocupado treinador.

No que diz respeito ao jogo em si, o Chelsea começou de forma promissora, mas viu-se a perder logo após o primeiro canto do Arsenal. William Saliba emergiu entre os defensores para marcar, um típico exemplo da eficácia dos lances de bola parada da equipa de Mikel Arteta. Apesar do golpe, os Blues não se deixaram abater e conseguiram igualar a partida antes do intervalo, com um autogolo de Piero Hincapié após um canto de Reece James que causou confusão na área.

No segundo tempo, o Chelsea parecia mais próximo de marcar, mas uma vez mais o Arsenal revelou a sua superioridade em lances de bola parada, com Jurriën Timber a marcar de cabeça após um canto de Declan Rice. A reviravolta no jogo ocorreu aos 70 minutos, quando Pedro Neto recebeu um segundo cartão amarelo, deixando o Chelsea reduzido a dez homens, o que mudou o rumo da partida a favor dos Gunners.

Mesmo com menos um jogador, o Chelsea continuou a lutar pela igualdade, tendo até um golo anulado por fora de jogo e criando momentos de tensão, que exigiram intervenções decisivas do guarda-redes David Raya. No final, o Arsenal conseguiu manter a vantagem, vencendo por 2-1 e restaurando a sua diferença de cinco pontos no topo da tabela da Premier League.

Com esta derrota, o Chelsea caiu para o 6º lugar, agora atrás de um Liverpool que venceu o West Ham por 5-2. Os atuais campeões do mundo estão a três pontos dos Reds e a seis do Aston Villa, próximo adversário no Villa Park.

Apesar de não terem conseguido vencer os rivais londrinos esta temporada, o Chelsea demonstrou que, em termos técnicos e táticos, não está inferior ao Arsenal. Para triunfar, precisam urgentemente cortar com os erros, melhorar a concentração durante os 90 minutos e ser mais disciplinados na defesa. A inexperiência, sendo a equipa mais jovem da Premier League, é um fator que pesa, mas o treinador permanece otimista quanto à qualidade subjacente e ao potencial da equipa. “Precisamos de fazer algo, sem dúvida. Preciso de falar com a equipa técnica, com o staff e com os jogadores, porque isto não é aceitável,” concluiu, sublinhando a necessidade de mudanças.

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