Cristiano Ronaldo volta a surpreender o mundo do futebol ao afirmar-se “muito positivo” e pronto para atacar o seu sexto Campeonato do Mundo, um feito nunca antes alcançado por qualquer futebolista. Aos 41 anos, o capitão português embarca naquele que poderá ser o último grande desafio da sua carreira, determinado a deixar mais uma marca indelével na história da selecção nacional.
A equipa das quinas partiu esta sexta-feira de Lisboa rumo a Palm Beach, na Florida, onde ficará instalada antes do arranque do Mundial. Portugal estreia-se a 17 de Junho em Houston, diante da República Democrática do Congo, seguindo-se embates com o Uzbequistão e a Colômbia no Grupo K. Ronaldo, cinco vezes vencedor da Bola de Ouro, partilhou com os jornalistas o estado de espírito que vive antes do torneio: “Estamos a encarar esta competição com muita esperança,” garantiu, acrescentando: “A preparação tem sido muito boa, cansativa, porque trabalhámos bastante. Sinto-me fisicamente bem.” O avançado do Al Nassr fez questão de reforçar: “Estou muito positivo, acredito que as coisas vão correr bem e que vamos fazer uma boa prestação.”

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Num plantel repleto de juventude e talento emergente, Ronaldo não poupou elogios aos companheiros: “É uma geração muito boa… que vai dar muita alegria ao povo português.” O capitão frisou ainda a importância de um início seguro: “O mais importante é começar bem, com o primeiro jogo, depois dar seguimento com o segundo e o terceiro… terminar em primeiro do grupo e a partir daí, jogo a jogo.” Este discurso revela não só a ambição, mas também a experiência de quem sabe que nos grandes palcos, cada detalhe conta.
A expectativa em torno da selecção nacional é enorme, sobretudo depois dos triunfos nos dois jogos de preparação frente ao Chile e à Nigéria, ambos por 2-1, ainda que Ronaldo tenha passado em branco. Apesar disso, o histórico de Portugal em mundiais é modesto: terceiro lugar em 1966, com Eusébio a brilhar, e quartos-de-final no último torneio, no Qatar, onde a equipa caiu perante Marrocos. Agora, com Roberto Martínez ao leme e um elenco recheado de estrelas, muitos acreditam que Portugal pode finalmente quebrar o enguiço e chegar ao topo do futebol mundial.
Contudo, nem tudo são rosas. Persistem dúvidas em alguns sectores sobre se a presença de Ronaldo poderá limitar a fluidez e o potencial de uma equipa que tem jogadores como Rafael Leão, João Félix ou Bruno Fernandes a pedir protagonismo. A pressão é máxima e o debate está aceso: será que Ronaldo continua a ser imprescindível ou a selecção beneficia mais sem o peso do seu estatuto? O avançado parece não se deixar abalar por essas vozes: “Acredito que vamos dar uma boa resposta em campo e que o nosso colectivo vai fazer a diferença,” reiterou.
O próximo passo para a selecção portuguesa é claro: vencer a República Democrática do Congo e lançar a candidatura ao primeiro lugar do grupo, garantindo um caminho teoricamente mais acessível nos oitavos-de-final. Para Ronaldo, este Mundial é mais do que uma despedida; é a oportunidade de coroar uma carreira lendária com a única conquista que lhe falta. Caso Portugal atinja as fases decisivas, a influência do capitão dentro e fora de campo poderá ser determinante não só para o grupo, mas para a própria história do futebol português.
O país está em pulgas, os olhos do mundo estarão em Ronaldo e na geração de ouro que o acompanha, e a fasquia nunca esteve tão alta. A resposta chegará nos relvados americanos – e com Ronaldo em modo decisivo, tudo é possível.
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