Após uma exibição intensa na qual o Benfica levou a melhor sobre o Gil Vicente, com um resultado final de 2-1, José Mourinho, o carismático treinador da equipa da casa, não poupou críticas à atuação do VAR, que deixou de fora um penálti que poderia ter mudado o rumo do jogo. As suas palavras, incisivas e provocadoras, ecoaram após o apito final, revelando a frustração do técnico em relação a decisões que considera cruciais.
Mourinho começou por reconhecer a qualidade do adversário, realçando que o Gil Vicente “também joga” e que, ao longo da época, tem demonstrado um bom desempenho. “Sabíamos que era um jogo difícil, contra uma equipa que quer ganhar, que joga para ganhar mesmo quando enfrenta os grandes”, disse o treinador, sublinhando a competitividade que o jogo proporcionou. Ele também comentou sobre a mudança inesperada na sua formação, com a saída de Aursnes e a entrada de Enzo, que, segundo Mourinho, não estava devidamente preparado, o que acabou por influenciar a dinâmica da partida.
A situação que levou ao golo do Gil Vicente foi uma combinação de erros, incluindo uma reposição rápida do guarda-redes Trubin que resultou na perda da posse de bola. “Reagimos ao golo do empate, que não nos satisfazia. Empurrámos a equipa para trás até que fizéssemos o golo”, explicou Mourinho, destacando a luta da sua equipa para retomar a liderança.
No entanto, foi a questão do penálti não assinalado que mais incendiou os ânimos. “Devia ter sido mais um [penálti], como deviam ter sido mais que não foram assinalados. O lance que antecede o nosso golo é um penálti claro. Que o árbitro não viu, eu aceito, mas o VAR devia estar a beber um cafezinho nessa altura”, disparou Mourinho, mostrando-se indignado com a falta de intervenção da tecnologia em um momento que considerou decisivo.
Em relação à disponibilidade de Aursnes para o próximo clássico contra o FC Porto, Mourinho foi cauteloso: “Não sei se o vou ter ou não, não tive esse tempo para fazer perguntas. É um jogador muito importante para nós”. O confronto com os dragões, segundo o técnico, será um teste de fogo: “A nossa obrigação é dar o máximo, como sempre. Se tivéssemos saído daqui com um empate, os jogadores teriam dado tudo até ao fim. Vamos jogar em casa, e o nosso objetivo é ganhar, sabendo que será um jogo duríssimo”.
Mourinho, sempre uma figura polarizadora, continua a ser o centro das atenções, não apenas pelo seu talento estratégico, mas também pelas suas declarações contundentes que revelam a sua paixão pelo jogo e a sua luta constante pela justiça no desporto. À medida que se aproxima o embate com o FC Porto, os adeptos aguardam ansiosamente para ver como a sua equipa reagirá a este desafio.
