Na noite de terça-feira, o Liverpool sofreu um duro golpe nas suas aspirações à Liga dos Campeões, ao ser derrotado por 2-1 pela surpreendente equipa do Wolverhampton Wanderers, que ocupa o último lugar da Premier League, no Molineux. Este resultado inesperado não só abrandou o ímpeto da equipa de Jurgen Klopp, que vinha de uma ligeira recuperação, como também deixou os adeptos a questionar a consistência e a qualidade do plantel.
O jogo, que começou morno, ganhou vida nos minutos finais, quando os Wolves, contra a corrente da partida, abriram o marcador através do suplente Rodrigo Gomes. A resposta rápida de Mohamed Salah, que igualou a partida, parecia preparar o terreno para uma pressão final do Liverpool. Contudo, foram os anfitriões que, em tempo de compensação, marcaram o golo decisivo com um remate desviado de André, deixando a equipa visitante em estado de choque.
Com este resultado, as esperanças de sobrevivência dos Wolves ainda são escassas, mas o Liverpool agora vê-se a abrir a porta ao Chelsea na luta por um lugar na Liga dos Campeões, especialmente antes do confronto dos Blues com um Aston Villa em má forma na quarta-feira, a apenas três pontos dos Reds.
A Questão Que Não Se Dissipa
Para os adeptos do Liverpool, a alegria foi efémera quando Cody Gakpo marcou no último jogo. Embora a sua finalização tenha colocado os Reds numa posição confortável contra o West Ham United, rapidamente surgiu a angústia: ele tinha garantido mais algumas semanas no onze titular. A devoção de Arne Slot pelo seu compatriota é intrigante, pois Gakpo, que foi um elemento-chave na temporada do título, não tem correspondido este ano. O seu golo contra o West Ham foi apenas o terceiro em 17 jogos, levantando a questão do que ele oferece que Rio Ngumoha, um jovem talento, não consiga.
Gakpo tem-se mostrado previsível em situações de um contra um, tornando-se o antítese de um penetrador em defesas compactas. A sua falta de variação no jogo faz com que os defesas o adorem marcar. A única altura em que parece capaz de criar espaço é quando Milos Kerkez avança em overlapping. Por outro lado, Ngumoha é uma centelha não refinada que pode revitalizar um ataque que se tornou excessivamente dependente de lances de bola parada este ano. O jovem deve começar a ganhar mais minutos em detrimento de Gakpo na reta final da temporada.
Ambos os extremos do Liverpool foram desastrosos em Molineux, mas pelo menos Mohamed Salah conseguiu acabar com a sua seca de golos.
Avaliações dos Jogadores do Liverpool contra os Wolves (4-2-3-1)
GK: Alisson—5.3: Pouco acionado até Rodrigo Gomes surgir em direção à baliza a pouco mais de 10 minutos do fim. Não teve culpa no golo da derrota.
RB: Jeremie Frimpong—6.7: O holandês foi dinâmico no início da segunda parte, mas a relação com Salah à sua frente foi quase inexistente.
CB: Ibrahima Konaté—7.0: Esteve algo desatento na sequência do primeiro golo, mas fez uma boa intervenção a meio da segunda parte.
CB: Virgil van Dijk—6.8: Em boa forma, mas uma defesa débil do capitão do Liverpool levou ao golo inaugural dos Wolves.
LB: Milos Kerkez—6.6: O lado esquerdo do Liverpool ganhou vida quando Kerkez se aventurou no ataque, mas não tentou explorar as costas da defesa adversária o suficiente.
DM: Ryan Gravenberch—5.8: Após uma primeira parte desastrosa, teve de ser substituído devido a um cartão amarelo.
DM: Alexis Mac Allister—6.5: Começou bem, mas foi perdendo influência à medida que o jogo avançava.
RM: Mohamed Salah—7.4: Apesar de ter terminado a sua seca de golos na Premier League, a sua performance global deixou muito a desejar, com ataques a quebrarem-se após tocar na bola.
AM: Dominik Szoboszlai—7.7: Não foi um jogo em que o seu potencial criativo se evidenciasse, mas ainda assim fez o seu papel.
