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INTERNACIONAL · 3 min de leitura

Materazzi acredita que Gattuso lutará com todas as forças pela qualificação de Itália

Materazzi acredita que Gattuso lutará com todas as forças pela qualificação de Itália

Marco Materazzi, um ícone do futebol italiano e vencedor da Copa do Mundo, fez declarações contundentes sobre o seu ex-companheiro de equipa, Gennaro Gattuso, que está à frente da seleção italiana na luta pela qualificação para o Mundial. Materazzi não hesitou em afirmar que Gattuso irá “lutar com unhas e dentes” para garantir que a Itália esteja presente na próxima edição do torneio. Este é um momento crítico para a Azzurri, que enfrenta um desafio difícil na semifinal do play-off contra a Irlanda do Norte, marcada para 26 de março, com a possibilidade de um confronto final a ocorrer a 31 de março contra País de Gales ou Bósnia e Herzegovina.

Materazzi, que fez parte da lendária equipa que conquistou o Mundial em 2006, elogiou a determinação de Gattuso: “O que sei é que Rino vai lutar com todas as suas forças para nos levar ao Mundial. Ele assumiu o papel mais difícil que poderia ter assumido; a qualificação direta estava praticamente comprometida. Ele está a tentar transmitir o seu entusiasmo à equipa.” A pressão é intensa e, segundo Materazzi, é vital que os jogadores mantenham a calma durante estes jogos desafiantes: “Não vamos enfrentar equipas fantásticas, mas serão adversários difíceis e temos que garantir que os jogadores permaneçam tranquilos. Estou convencido de que ele está a trabalhar com o máximo profissionalismo, e isso é o mais importante para estes jogos difíceis.”

Recordando os dias gloriosos de 2006, Materazzi não poupou nas memórias da final contra a França, onde a vitória foi decidida nos penáltis. “Quando chegamos às grandes penalidades, havia pessoas como o Rino que já tinham tirado as botas,” ele lembrou, esboçando um sorriso. “Iaquinta estava a vaguear a uma certa distância. Fabio (Cannavaro) disse que iria marcar o sexto, mas na minha opinião, Buffon teria ido antes dele. Por isso, não éramos muitos a estar prontos. Sempre marquei penáltis e sentia-me confiante, mesmo tendo esta obsessão de que se marcas durante o jogo, falharás o penálti depois. Mas quando chegamos a esse ponto, não podemos recuar.”

Materazzi, que não era um titular indiscutível naquela Copa do Mundo, teve a oportunidade de brilhar quando Alessandro Nesta se lesionou. Ele falou sobre a sua admiração por Nesta, considerando-o um dos melhores defensores da sua época, ao lado de Paolo Maldini. “Jogar ao lado dele era um pouco intimidante,” admitiu. “Não posso dizer o mesmo sobre Cannavaro, porque sentia-me mais próximo dele, e parecíamos duas crianças de rua a jogar no parque.”

Hoje, o futebol evoluiu e, segundo Materazzi, os defensores atuais têm um papel diferente. “Na nossa época, a primeira prioridade era marcar e não sofrer golos; todos faziam o seu trabalho. Hoje, um defensor quase tem que saber como manusear a bola com os pés em primeiro lugar e depois focar-se em marcar para não perder o seu homem.”

À medida que a Itália se prepara para os playoffs do Mundial, a determinação de Gattuso e a memória de conquistas passadas são mais importantes do que nunca. A paixão de Materazzi e a sua confiança na capacidade de Gattuso para galvanizar a equipe são um testemunho da luta e resiliência que caracterizam o futebol italiano.


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