No último domingo, durante um emocionante empate a 2-2 na Liga Portugal, José Mourinho, o carismático treinador do Benfica, não poupou críticas a um assistente do Porto, que o teria chamado de traidor. Esta controvérsia explosiva, que agitou os ânimos de adeptos e analistas, ocorre apenas algumas semanas após Mourinho ter assumido o comando da equipa da Luz, um passo que já era visto como uma provocação ao seu antigo clube.
O jogo, que teve um desfecho dramático com o golo de Leandro Barreiro no minuto 88, garantiu que o Benfica mantivesse a sua invencibilidade na temporada. No entanto, o verdadeiro clímax da noite veio após uma acesa troca de palavras entre Mourinho e a equipa técnica do Porto, que culminou na sua segunda expulsão desde que chegou ao Benfica. O técnico, de 63 anos, não hesitou em defender-se após o apito final, revelando o que se passou na linha lateral.
“Isso é completamente falso. Muitas vezes, nos nossos golos, chuto a bola em direção às bancadas para dar a um fã sortudo a oportunidade de a apanhar. Sei que não sou muito bom tecnicamente, mas era dirigido às bancadas”, afirmou Mourinho, sublinhando a sua indignação com a decisão do árbitro. “Fui expulso injustamente. O quarto árbitro teve um desempenho péssimo durante toda a partida e continua a ter, como eu disse ao árbitro.”
A raiva de Mourinho não se limitou à expulsão. Ele revelou que a sua fúria era dirigida a Lucho González, ex-jogador do Porto e agora treinador, que o teria insultado repetidamente. “Ele chamou-me traidor 50 vezes. Gostaria que me explicasse, traidor de quê? Fui ao FC Porto, dei a minha alma ao Porto, fui para o Chelsea, para o Inter, para o Real Madrid, viajei pelo mundo e ofereci 24 horas da minha vida todos os dias. Isso é chamado de profissionalismo,” disparou Mourinho, defendendo a sua dedicação ao futebol.
O treinador do Benfica não poupou críticas às palavras de González. “Quando ele foi para o Marseille, foi ele um traidor? Traidor de quê? Poderia ter-me insultado de uma forma que eu aceitasse melhor, mas acho que foi um ataque ao meu profissionalismo, algo que valorizo imenso.” Esta troca de farpas entre os dois ex-colegas de profissão promete continuar a alimentar a rivalidade entre Benfica e Porto, com Mourinho, como sempre, no centro da tempestade.
À medida que a temporada avança, os adeptos e analistas estarão atentos a como Mourinho e a sua equipa responderão a este tipo de provocações, enquanto a luta pelo título da Liga Portugal se intensifica. A sua habilidade para lidar com a pressão e a controvérsia será posta à prova, mas uma coisa é certa: a paixão e a rivalidade em Portugal nunca estiveram tão vivas.
