Em uma reviravolta chocante que abalou o mundo do futebol, Sardar Azmoun, a estrela da seleção do Irão e considerado por muitos como o “Messi da Pérsia”, foi excluído da equipa nacional e enfrenta graves acusações de traição. O motivo? Uma simples fotografia publicada nas redes sociais, onde se encontra ao lado de figuras proeminentes dos Emirados Árabes Unidos, gerou um tsunami de indignação e uma possível condenação por “traição”.
O avançado de 31 anos, atualmente a brilhar no Shabab Al-Ahli, viu seu sonho de participar na Copa do Mundo deste verão nos EUA, México e Canadá desmoronar. Azmoun foi retirado da convocatória para os jogos de preparação contra a Nigéria e a Costa Rica, uma decisão que coloca em risco não apenas sua carreira, mas também sua vida. Com a pressão crescente do regime iraniano, a situação do jogador se torna cada vez mais perigosa.
A polêmica começou quando o jogador compartilhou uma imagem nas redes sociais com Bin Rashid e Bin Zayed, líderes dos Emirados. Na legenda, Azmoun elogiou as suas capacidades, dizendo: “Conhecer uma das mentes mais brilhantes do mundo foi um prazer e uma honra”. No entanto, essa declaração aparentemente inocente foi interpretada como uma grave ofensa pelos líderes iranianos.
A agência Fars, com laços estreitos à Guarda Revolucionária Islâmica do Irão, não hesitou em rotular Azmoun como um traidor, afirmando que sua atitude “não reagir aos crimes dos Estados Unidos e do regime sionista” provocou grande descontentamento no país. As palavras do poder judicial foram claras: qualquer colaboração com “o inimigo” resultaria em “ações contundentes e no confisco de bens”. A pressão sobre Azmoun é palpável, com fontes da seleção confirmando que medidas judiciais estão em andamento e que sua expulsão foi comunicada a todos os jogadores.
Com 57 golos em 91 internacionalizações, Sardar Azmoun é o segundo melhor marcador da história da seleção iraniana. No entanto, seus problemas com o regime não são novos. Há três anos, ele havia criticado abertamente o assassinato de Mahsa Amini pela Polícia da Moral, o que levou a uma tentativa de exclusão por parte das autoridades iranianas antes do Mundial do Qatar 2022. Apesar da pressão, o então selecionador Carlos Queiroz decidiu mantê-lo na equipe, mas agora, a situação é completamente diferente.
O jornalista desportivo iraniano Mohamed Misaghi fez declarações contundentes na televisão pública, exigindo que jogadores como Azmoun sejam punidos severamente: “Não devemos ter rodeios com este tipo de pessoas. É preciso dizer-lhes que não são dignas de vestir a camisola da seleção nacional. Não temos paciência para este comportamento infantil.” A tensão está à flor da pele, e a questão que fica no ar é: qual será o destino de Sardar Azmoun? O futuro do jogador e sua integridade estão em grave risco, enquanto o regime iraniano demonstra que não tolerará qualquer forma de dissidência.
