Ricardo Horta, uma das figuras em ascensão do futebol português, não esconde a sua ambição e determinação ao retornar à Seleção Nacional. O avançado do Sp. Braga foi o primeiro a dirigir-se aos jornalistas na concentração da equipa, revelando a sua vontade de fazer parte da lista final para o Campeonato do Mundo. Horta expressou claramente que está disposto a dar tudo para merecer uma oportunidade, sublinhando a importância de estar entre os escolhidos.
“Confesso que já tinha saudades de pisar este espaço, de estar com a equipa. Veja esta chamada como um sinal de que estou a fazer bem o meu trabalho, um símbolo de responsabilidade e muito orgulho”, declarou o jogador, mostrando-se satisfeito com a sua convocatória. Horta recordou que, na última convocatória para o Europeu, o selecionador Roberto Martínez confessou que foi difícil deixá-lo de fora, o que o motiva ainda mais a lutar pela sua inclusão no Mundial.
Quando questionado sobre uma possível vitória na Liga Europa pelo Braga ou um título mundial com a Seleção Nacional, Ricardo Horta não hesitou: “Se uma delas acontecer já é uma conquista. Não vou responder para não comprometer. Claro que seria um orgulho ganhar uma Liga Europa pelo Braga, mas ganhar um Mundial por Portugal é inigualável. 60 por cento para o Mundial e 40 para a Liga Europa”. Esta afirmação revela não só a sua ligação ao clube, mas também a grandeza do sonho de representar Portugal e vencer no palco maior do futebol.
A sua boa forma foi reconhecida por Martínez, que elogiou o desempenho do jogador. “É sempre bom ouvir elogios. Também concordo que estou numa das minhas melhores fases na época. Claro que é com muito apreço que oiço elogios e concordo com eles”, afirmou Horta, demonstrando confiança e foco para enfrentar os desafios que se avizinham.
Ricardo Horta, que não fez parte do núcleo duro da qualificação, foi questionado sobre a pressão que sente para convencer o selecionador. “Não há pressão, mas sim responsabilidade. Se estamos aqui é porque algo de bom fizemos. Tenho feito épocas consistentes e números bons no clube”, explicou, reiterando que a sua ambição é mostrar que merece um lugar na convocatória final.
Ao abordar a qualidade da Seleção, Horta não escondeu a sua crença nas capacidades do grupo. “Temos uma Seleção recheada de qualidade. Acho que somos uma das melhores seleções do Mundo. Temos grandes individualidades. Sei que há muita qualidade e que o selecionador deve ter muitas dores de cabeça”, disse, expressando confiança no potencial da equipa para alcançar grandes feitos.
Sobre o seu colega Paulinho, que também foi convocado, Horta demonstrou apoio e satisfação: “Estou muito feliz por ele”. Apesar da concorrência entre avançados, Horta mantém uma atitude positiva, acreditando que pode acrescentar valor à Seleção.
A sua experiência em competições de alto nível, incluindo o último Mundial, foi um ponto de reflexão. “Sinto que tenho mais experiência. As carreiras são assim, há momentos bons e maus. Neste momento, e tal como no último Mundial, acho que estou num bom momento da minha carreira”, afirmou, pronto para enfrentar o desafio que se aproxima.
Ricardo Horta, com um espírito indomável e uma determinação inabalável, está preparado para lutar pelo seu lugar na história do futebol português. A sua ambição é clara: conquistar um título mundial e elevar o nome de Portugal no panorama futebolístico global.
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