Estrelas em risco: Quem estará pronto para o mundial?

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A contagem decrescente para a FIFA World Cup 2026 já começou, e com menos de três meses até ao apito inicial, alguns dos maiores nomes do futebol mundial estão a enfrentar uma verdadeira corrida contra o tempo para recuperar de lesões. É um dilema familiar que se repete a cada edição do torneio: estrelas em ascensão que, devido a lesões, são forçadas a observar os seus colegas do banco. Os adeptos ingleses conhecem bem esta história de desilusão.

Em 2002, Steven Gerrard, a grande esperança do meio-campo de Sven-Goran Eriksson, viu-se afastado do Mundial no Japão e na Coreia do Sul por causa de uma lesão na virilha, apesar de ter brilhado na fase de qualificação com um golo memorável na célebre vitória de 5-1 sobre a Alemanha. Quatro anos depois, Wayne Rooney, a estrela da seleção, lutou para recuperar de uma fratura no metatarso, que o impediu de estar em plena forma, resultando na eliminação da Inglaterra nas quartas de final, novamente às mãos de Portugal. Agora, em 2026, o foco recai sobre Jude Bellingham, um dos jovens talentos mais promissores do futebol, que está a lidar com uma época repleta de lesões no Real Madrid. Apesar das incertezas, as casas de apostas mantêm-se otimistas quanto às possibilidades da Inglaterra, listando-os como segundos favoritos, a 11/2, para conquistar o troféu, apenas atrás da Espanha (9/2).

As preocupações de lesões não se limitam a Bellingham. Vejamos três jogadores de renome que enfrentam um futuro incerto à porta do Mundial.

Mikel Merino, o talentoso médio do Arsenal, tem sido uma das figuras-chave da seleção espanhola nos últimos tempos. Após ter marcado um golo decisivo contra a Alemanha nas quartas de final do Euro 2024 e ter contribuído com um hat-trick na qualificação para o Mundial, Merino viu a sua época ser interrompida por uma fratura de stress no pé, sofrida durante uma derrota contra o Manchester United. Com uma cirurgia realizada em fevereiro e um prognóstico que o afasta dos relvados por pelo menos quatro meses, o futuro de Merino na seleção espanhola é incerto. No entanto, mesmo que não esteja disponível, a Espanha possui um plantel recheado de talento, com jovens como Lamine Yamal e figuras experientes no meio-campo como Pedri e Rodri, que podem levar a equipa a lutar pela vitória no torneio.

Josko Gvardiol, defesa do Manchester City, é outro que se encontra em dificuldades. Após sofrer uma fratura tibial na perna direita durante um jogo contra o Chelsea, o seu regresso está previsto apenas para o final de junho, o que é preocupante, dado que o Mundial começa a 10 de junho. A Croácia, que já surpreendeu o mundo do futebol ao alcançar a final em 2018 e conquistar a terceira posição em 2022, poderá sentir a falta da experiência de Gvardiol na sua defesa, especialmente com a transição da geração dourada que levou a seleção a grandes sucessos.

Por último, Alexander Isak, o avançado sueco, enfrenta um dilema ainda mais complicado. A Suécia ainda luta para garantir um lugar no Mundial de 2026, tendo de passar pelos playoffs contra Ucrânia e possivelmente Polónia ou Albânia. Isak, que protagonizou uma transferência recorde para o Liverpool, não tem jogado desde que quebrou a perna em dezembro. O seu retorno está previsto apenas para o final de abril, o que levanta sérias dúvidas sobre a sua condição física e disponibilidade para o torneio, caso a Suécia consiga ultrapassar os playoffs.

À medida que a contagem decrescente avança, as seleções e os adeptos estão ansiosos por saber quem conseguirá superar as adversidades e estar presente no palco mais grandioso do futebol mundial. A pressão aumenta e as histórias de superação e desilusão estão prestes a ser escritas.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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