Michael Owen, o ex-avançado do Manchester United, não poupa críticas à recente contratação de Benjamin Sesko, avaliando-o como “não a solução” para o histórico clube inglês. O jogador esloveno, que chegou a Old Trafford por impressionantes £74 milhões provenientes do RB Leipzig, teve um início de carreira complicado em Manchester, mas a sua forma parece ter melhorado nas últimas semanas.
O Manchester United investiu cerca de £200 milhões no reforço do seu ataque durante o último verão, trazendo também Matheus Cunha e Bryan Mbeumo para as fileiras. Apesar de apenas quatro clubes da Premier League terem marcado menos golos do que o United na temporada passada, a equipa encontra-se agora a lutar por uma posição mais elevada, tendo já marcado o terceiro maior número de golos nesta época, apenas atrás de Arsenal e Manchester City.
Sesko, que contabiliza dois golos em 14 jogos, agora já soma oito golos em 11 partidas desde a saída de Ruben Amorim. Contudo, Owen mantém a sua posição de que o jovem avançado não é a resposta a longo prazo para os problemas do ataque do United. Em declarações à casino.org, Owen foi claro: “Para mim, ele não é a resposta a longo prazo. Ele não será o ponta-de-lança do Manchester United para sempre”.
Owen considera que, embora Sesko mostre potencial e melhore a sua confiança, ele não deve ser a figura central em jogos decisivos. “Se o Manchester United estiver a jogar o seu maior jogo da temporada amanhã, não creio que ele comece”, enfatizou. O ex-jogador acredita que, para que o clube retome o seu lugar de destaque no futebol, é necessário procurar um reforço ainda mais forte no futuro.
Além disso, Owen expressou a sua incredulidade em relação às especulações sobre a possível substituição do atual treinador interino, Michael Carrick. Desde que assumiu o comando, Carrick tem sido um verdadeiro ícone, com um registo de sete vitórias, dois empates e apenas uma derrota. Owen afirmou estar “estonteado” pela ideia de que o clube poderia considerar mudar de treinador novamente, considerando que seria um erro monumental.
“Imagine se despachassem Michael Carrick e trouxessem outro treinador… o que aconteceria se as coisas começassem a correr mal de novo? A administração seria absolutamente linchada”, declarou Owen. Ele defende que, após mais de uma década de tentativas falhadas com vários treinadores, incluindo nomes de peso como Van Gaal e Mourinho, Carrick deveria ser mantido no cargo, pois está a conseguir extrair o melhor dos jogadores.
“A equipa do Manchester United parece estar a voltar a encontrar-se. Por que interferir em algo que está a funcionar?”, questionou. Owen apela a que se dê uma oportunidade a Carrick, mesmo que isso signifique um contrato temporário. “Qual é o pior que pode acontecer? Se as coisas não correrem bem, a direcção pode sempre encontrar uma solução”, concluiu.
Assim, enquanto o Manchester United navega por águas turbulentas, as palavras de Owen ressoam fortemente: a necessidade de estabilidade e visão a longo prazo é crucial para que o clube retome a sua posição de prestígio no futebol mundial.
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