Martínez afirma que México deve ser um dos principais candidatos ao mundial

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Roberto Martínez, o selecionador da equipa nacional de Portugal, não tem dúvidas: o México deve ser considerado um dos principais candidatos à vitória no próximo Campeonato do Mundo. Em uma entrevista exclusiva à TUDN, o técnico espanhol analisou o histórico impressionante da seleção mexicana, especialmente quando joga em casa, destacando o Estádio Azteca como um verdadeiro fortim para a equipa.

Martínez enfatizou a importância do fator casa para o México, que tradicionalmente se destaca em competições disputadas no seu território. “O México é uma seleção que utiliza sempre muito bem o fator de jogar em casa. Embora frequentemente não ultrapasse a fase de grupos, é inegável que, nos Mundiais realizados no México, a equipa chegou aos quartos de final”, lembrou. A confiança do treinador é palpável: “Estamos a falar de uma seleção que, no Azteca, tem de ser uma das candidatas”.

Outro ponto crucial abordado por Martínez é a oportunidade de Portugal jogar no icônico Estádio Azteca, que ele considera um teste valioso e uma preparação ideal para o Mundial. “Poder jogar no Azteca é a melhor preparação para o Mundial. Os jogadores já começaram a falar sobre isso… cada um tem a sua memória e o Azteca é um estádio que é uma referência nos Mundiais”, comentou, evidenciando a atmosfera única que o estádio proporciona.

O selecionador português também não poupou elogios à fervorosa base de adeptos mexicanos, um elemento que faz toda a diferença. “É uma seleção grande. Sempre me impressionou o nível dos adeptos, seja na África do Sul ou no Brasil… A exigência, a expectativa e a forma como a seleção é apoiada… ter todo esse ambiente no Azteca é, para nós, a melhor preparação para o Mundial”, enfatizou, referindo-se ao impacto que o apoio popular tem nas prestações da equipe.

Martínez também expressou sua admiração pelo treinador mexicano Javier Aguirre, reconhecendo a habilidade deste em moldar equipas competitivas. “Aguirre é uma pessoa que admiro imenso e que fez uma carreira notável em Espanha. As suas equipas são sempre bem organizadas e competitivas”, afirmou, antes de destacar o desempenho de jovens talentos, como Gilberto Mora, que impressionou no Mundial sub-20, e Raúl Jiménez, um ex-jogador do Benfica.

“Fico muito feliz por ver talentos como o Mora, que pode ter um papel relevante na seleção. Ele teve atuações memoráveis contra Marrocos e Espanha, e isso me surpreendeu. A seleção mexicana é, sem dúvida, muito competitiva e aberta a jovens talentos”, disse Martínez, elogiando Jiménez como um avançado de classe mundial.

Finalmente, o técnico revelou uma curiosidade pessoal: a sua paixão pelo futebol foi influenciada pelo futebol mexicano. “É curioso. Acredito que a culpa é do México, porque foi o Mundial de 86 que me cativou. Todos nós estamos no futebol por causa desses momentos que compartilhei com meu pai, assistindo aos jogos. O Mundial de 82, em Espanha, e 86 foram épocas marcantes”, concluiu, destacando a profunda ligação emocional que tem com o desporto e a sua história.

Com uma análise contundente e repleta de paixão, Roberto Martínez coloca o México no centro das atenções para o próximo Campeonato do Mundo, prometendo uma competição emocionante e cheia de surpresas.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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