Jannik Sinner, o prodígio do ténis italiano, mostrou uma resiliência notável ao vencer Alex Michelsen na sessão diurna dos oitavos de final do Miami Open, em um encontro recheado de tensão e desafios. A partida, que Sinner conquistou em dois sets, não foi simples, especialmente após ter jogado a noite anterior. No entanto, o jovem talento não se deixou abalar e conseguiu manter sua impressionante sequência de 14 vitórias consecutivas sem perder um set em Masters 1000.
“Eu sabia que a coisa mais importante era vencer”, afirmou Sinner, que teve que lutar contra as dificuldades das condições de jogo. Ele destacou sua habilidade no serviço, que foi crucial para a vitória. “Acredito que servi muito bem nos momentos decisivos, e isso me ajudou muito. Não foi fácil em geral, porque joguei à noite. As condições são completamente diferentes, então busquei uma solução e o foco era garantir a vitória. Agora, terei um dia de descanso para encontrar um bom ritmo de fundo de quadra”, explicou o atleta em entrevista ao Tennis Channel.
Sinner também comentou sobre a performance de Michelsen, reconhecendo a dificuldade que o adversário trouxe para o jogo. “Alex é um jogador complicado. Ele serviu bem e jogou de forma impressionante do fundo de quadra. No segundo set, ele jogou melhor do que eu por um tempo. Fui um pouco afortunado, pois quando ele serviu para o set, o sol estava em seu rosto”, desabafou.
Quando questionado sobre a pressão que os melhores tenistas do mundo enfrentam em cada partida, Sinner refletiu sobre uma declaração feita por Carlos Alcaraz, seu rival que atualmente ocupa a primeira posição do ranking mundial. “É normal ter um alvo nas costas. Eu trato todos os adversários da mesma forma, com grande respeito. Essa é a mentalidade que levo para cada partida. Dou o meu máximo, que é a única coisa que posso controlar. Se o seu adversário joga melhor do que você, deve aceitá-lo”, afirmou Sinner, demonstrando maturidade além de sua idade.
O atleta também abordou a possibilidade de um encontro com Alcaraz, enfatizando a longa jornada até lá. “As coisas mudam quando Alcaraz não está mais no torneio? Claro que sim. Mas sabemos que só podemos nos encontrar na final, sendo os números um e dois do mundo. A estrada é longa e cheia de jogos difíceis. Gosto de assistir ao tênis e, claro, também a Carlos, mas sei que cada partida é única. Um segundo pode ser suficiente para perder e não se ganha apenas superando a primeira rodada. Sei que posso chegar longe, mas também que posso perder. Estou focado em um rival de cada vez”, disse Sinner.
Por fim, ao ser questionado sobre sua ambição em alcançar a primeira posição no ranking, Sinner foi claro e cauteloso. “Conheço os cenários. Na terra batida, tudo muda. Há jogadores emergentes, e isso é positivo. Sempre há pontos em jogo. Jogo para mostrar a melhor versão de mim mesmo e o ranking é apenas uma consequência”, concluiu.
Com uma mentalidade focada e uma determinação inabalável, Jannik Sinner continua a impressionar no circuito profissional, mostrando que sua jornada apenas começou e que ele está disposto a lutar por cada vitória.
Este artigo aparece primeiro em Apito Final.
