Betis protesta à UEFA por tratamento em Braga: O que se passou?

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Betis levanta a voz contra a UEFA: polêmica em Braga após rigor policial e protesto oficial!

O clima de tensão ainda paira no ar após o confronto eletrizante entre SC Braga e Real Betis, válido pela primeira mão dos quartos de final da UEFA Europa League, que terminou empatado a uma bola. No epicentro da controvérsia está o protesto oficial apresentado pelo Betis junto da UEFA, devido ao que consideram um tratamento excessivamente rigoroso e desorganizado por parte das forças de segurança portuguesas.

Segundo o jornal espanhol ABC Sevilha, mais de 2.000 adeptos do Betis enfrentaram uma verdadeira odisseia para entrar no Estádio Municipal de Braga. Muitos fãs chegaram atrasados, com esperas que variaram entre 20 a 40 minutos, motivadas pelas restrições impostas na única entrada do estádio, uma estrutura singular que não suportou o fluxo intenso de visitantes. O Betis não ficou calado e exigiu explicações junto da UEFA, procurando soluções urgentes para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer em futuras competições.

Fontes espanholas revelam que, apesar da maioria ter chegado de forma organizada e sob escolta policial, a entrada transformou-se num pesadelo. Os adeptos foram obrigados a longas revistas e validações de ingressos, que provocaram congestionamentos massivos nas filas de acesso. Entre os que aguardavam estavam muitos menores e idosos, obrigados a permanecer em condições desconfortáveis antes de finalmente conseguirem entrar no recinto.

A queixa do Betis incide também sobre a abordagem rigorosa das autoridades locais na revista dos pertences, com o objetivo de impedir a entrada de sinalizadores e outros objetos proibidos. Contudo, não foram poucas as imagens capturadas que mostram uma densa cortina de fumaça na zona reservada aos adeptos espanhóis, resultado da entrada clandestina de material pirotécnico.

Em resposta a esta polémica, A BOLA contactou a PSP de Braga, que não hesitou em justificar a atuação policial como necessária e proporcional às circunstâncias do evento. Uma fonte da PSP explicou que, antes do início do jogo, houve deflagração de pirotecnia durante a concentração dos adeptos do Betis no centro da cidade e durante o percurso até ao estádio, aumentando a necessidade de uma revista ainda mais rigorosa nos portões de acesso.

«A revista de segurança, feita pelos Assistentes de Recinto Desportivo, foi reforçada para mitigar eventuais problemas dentro do estádio», acrescentou a mesma fonte, frisando que a atuação visou garantir a ordem e a segurança no espetáculo desportivo.

A PSP de Braga revelou ainda que foram apreendidos vários materiais pirotécnicos a adeptos espanhóis, com a elaboração de dois autos de violação do dever de correção até ao momento. Além disso, um episódio adicional marcou a operação policial: a detenção de um português de 82 anos, apanhado a vender bilhetes ilegalmente.

Este incidente levanta questões importantes sobre a gestão de eventos de grande escala em Portugal e sobre a capacidade de união entre clubes, segurança e entidades reguladoras para garantir um ambiente seguro e justo para todos os adeptos. O Betis, claramente insatisfeito, promete continuar a pressionar a UEFA para que medidas concretas sejam implementadas.

No meio desta tempestade, resta saber como a UEFA irá responder a este protesto e se Braga vai rever os seus procedimentos para evitar que a segurança se transforme em barreira para os verdadeiros fãs do futebol. Uma coisa é certa: este duelo não terminou apenas em campo, mas também no tribunal da opinião pública e das instituições europeias do futebol.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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