No coração de Augusta, uma batalha épica desenrola-se no Masters 2026, onde Rory McIlroy parece imparável com a maior vantagem de 36 buracos da história do torneio. No entanto, existe um homem que sabe exatamente como travar o ímpeto do norte-irlandês: Patrick Reed. Escondido nas sombras da rivalidade feroz, Reed não é apenas um adversário — é o predador que espera pacientemente pela sua oportunidade de atacar.
Na passada sexta-feira, enquanto McIlroy caminhava confiante rumo ao 18º buraco, Reed observava-o do terraço do clube com a frieza de um caçador experiente. Apesar da distância de seis tacadas que o separa da liderança, Reed não demonstra qualquer sinal de desistência. Com duas voltas consecutivas em 69 pancadas — um desempenho sólido que o coloca empatado na segunda posição com Sam Burns — Reed sabe que o sábado é o dia decisivo, a verdadeira “mover day” onde tudo pode mudar.
“Joguei cada tacada exatamente como queria”, confessou Reed após um bogey no último buraco que lhe custou a oportunidade de emparelhar com McIlroy no último dia. “Às vezes, o putt não entra e é assim que o golfe é, especialmente aqui em Augusta. Mas estou satisfeito com o meu jogo, dois 69 seguidos são um bom resultado neste campo.”
Mas quem pensa que os perseguidores de McIlroy são meros figurantes, está redondamente enganado. Sam Burns, que brilhou no último US Open, Justin Rose, um veterano que conhece Augusta como poucos sem ainda ter conquistado o tão desejado green jacket, Shane Lowry, campeão major, e Tommy Fleetwood, numa forma impressionante, são todos perigos reais. No entanto, derrubar McIlroy exige mais do que talento ou preparação técnica — requer uma convicção quase arrogante, a mesma que Reed domina com maestria.
Patrick Reed, conhecido pelo seu temperamento explosivo e mentalidade de guerreiro, não se vê como um simples desafiante. “Vejo o Rory como um igual, talvez até menos que isso”, afirma com a confiança que o tornou uma figura polarizadora no mundo do golfe. Esse é o espírito que o permitiu conquistar o Masters em 2018, numa final onde suplantou o próprio McIlroy, e que o mantém firme na luta.
A rivalidade entre ambos transcende o campo. Desde o controverso episódio do drop em Torrey Pines, onde Reed acusou McIlroy nas redes sociais — revelando até uma conta “burner” —, até ao infame “TeeGate”, quando um desacordo público culminou numa provocação com tees em eventos do LIV Golf, esta guerra psicológica alimenta uma tensão que poucos entendem, mas que Reed usa a seu favor.
Reed não é o mais longo dos jogadores nem o mais elegante, mas a sua arma secreta é o short game — uma verdadeira batalha de resistência e precisão. A sua reputação foi construída em Ryder Cups e Presidents Cups, onde a tenacidade e a recusa em ceder o colocaram entre os mais temidos competidores.
Neste sábado, enquanto o campo se torna cada vez mais implacável sob o sol de Augusta, Patrick Reed prepara-se para a luta final. O Masters pode ser um torneio stroke play, mas para Reed é um duelo pessoal contra McIlroy, onde só um sairá vencedor. “Como jogador, tens que acreditar que podes vencer. Até que acredites, existe sempre aquela dúvida a sussurrar na tua cabeça”, diz Reed. “Fechei em 2018 e desde então tenho tido boas oportunidades. Agora, só quero ir à guerra e conquistar o meu segundo green jacket.”
O cenário está montado: McIlroy, o favorito absoluto, contra Reed, o predador implacável que não conhece outro caminho senão a vitória. Na luta pelo Masters 2026, há apenas um homem que pode parar Rory McIlroy — e ele está a apenas seis tacadas de distância, pronto para atacar.
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