Kai Trump responde a acusações de violação das regras de augusta

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Escândalo no Augusta National: Kai Trump no olho do furacão após acusações de violar regras sagradas do Masters

Todos os anos, em abril, o Augusta National impõe as suas regras com mão de ferro, lembrando ao mundo que ali não há exceções: telemóveis proibidos, sem apelos, sem exceções. Mas em 2024, a tradição foi posta em causa por ninguém menos que a neta do Presidente, Kai Trump, que viu o seu nome envolvido numa polémica que agitou o mundo do golfe.

Kai Trump, promessa do golfe universitário, prestes a integrar a equipa da Universidade de Miami, esteve presente durante a semana de treinos do Masters e partilhou nas redes sociais várias fotografias do evento, descrevendo o local como “um sítio muito especial”. Uma das imagens, no entanto, levantou suspeitas: parecia mostrar Kai a tirar uma selfie, algo proibido no Augusta National. A reação foi imediata e dura: fãs e puristas do golfe acusaram-na de desrespeitar uma das regras mais rígidas do torneio e pediram até o seu banimento definitivo do recinto.

Perante a tempestade, Kai Trump usou o Instagram para esclarecer a situação. Num vídeo onde se prepara para o dia (“GRWM reel”), afirmou categoricamente que não levou telemóvel para o Augusta National. “Estou feliz que não se possa levar o telemóvel, porque isso torna a experiência muito mais especial”, explicou. “Na verdade, levei a minha câmara Sony, foi com ela que tirei todas as fotos.” Esta declaração já tinha sido reforçada nos comentários da sua publicação, onde insistiu: “As fotos foram tiradas com a minha câmara Sony.”

Mas as críticas não pararam. “Ela está claramente a tirar uma selfie. Ninguém tira selfie com uma câmara normal, é um telemóvel. Banam-na!” escreveu um internauta indignado. Contudo, a polémica esconde nuances: as regras do Masters proíbem câmaras nos dias do torneio (quinta a domingo), mas permitem fotografias com câmaras durante os dias de treinos (segunda a quarta), desde que a lente não exceda 20 centímetros. Ou seja, Kai estava dentro das regras ao usar uma câmara para fotografias pessoais na semana de treinos.

Além disso, a cronologia dos acontecimentos desfaz as dúvidas: Bryson DeChambeau, que aparece numa das fotos com Kai, segurava uma cerveja e vestia roupa informal, claramente fora do horário oficial do torneio. Este ambiente descontraído durante a semana de treinos reforça a credibilidade da versão de Kai Trump.

Para sublinhar a rigidez das regras, no mesmo dia, o antigo campeão do Open de 1989, Mark Calcavecchia, foi expulso do Augusta National por usar um telemóvel no recinto. Calcavecchia, que já foi vice-campeão do Masters e é convidado honorário, não negou o incidente e limitou-se a dizer: “Não tenho nada de negativo a dizer sobre o Augusta National Golf Club e o Masters.” Esta expulsão é um aviso claro: não há privilégios, nem para lendas do golfe.

Este é apenas mais um exemplo da disciplina férrea do Augusta National: treinadores já foram despedidos por usarem calções, espectadores expulsos por usarem telemóveis e até comentadores da Golf Channel, como Charlie Rymer, foram banidos em 2011. O Masters não faz distinções — todos são obrigados a cumprir as regras à risca.

Kai Trump, no meio da polémica, mantém-se serena e focada. “Quando se entra no campo, dá mesmo arrepios,” confessou. “Foi muito especial estar lá e apoiar os jogadores.” A jovem ainda admitiu algum cansaço durante a visita, mas garantiu que isso não diminuiu a experiência. A sua viagem ao Augusta National ocorre num período intenso: está a terminar o ensino secundário, já se comprometeu com a equipa de golfe feminina da Universidade de Miami para a turma de 2026 e recupera de uma cirurgia ao pulso.

Esta tempestade mediática em torno de Kai Trump revela o quanto o Augusta National mantém intacta a sua aura de exclusividade e disciplina, mesmo perante familiares dos altos cargos do clube. A neta do Presidente provou que, mesmo com o peso do sobrenome, ninguém está acima das regras no templo do golfe mundial. E para os puristas, esta polémica só reforça a ideia de que no Masters, a tradição é sagrada — e para todos, sem excepções.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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