Chelsea volta a mergulhar no turbilhão dos treinadores: já vão 18 desde 2000!
O eterno carrossel de treinadores no Chelsea regressa com força total. Esta semana, os Blues de Londres Oeste deram mais um passo na sua louca dança de mudanças no comando técnico, despedindo Liam Rosenior após apenas três meses no cargo. O treinador de 41 anos, que tinha substituído Enzo Maresca em janeiro, viu o seu reinado ser abruptamente interrompido, numa sequência que parece não ter fim no Stamford Bridge.
Apesar de ser uma verdadeira montanha-russa, o Chelsea nem sequer lidera o ranking dos clubes com mais alterações permanentes no banco desde o ano 2000. Os Blues estão no quinto lugar da Premier League, com 18 treinadores diferentes, excluindo interinos de longa duração como Guus Hiddink (que passou duas vezes pelo clube) e Rafael Benítez.
O campeão incontestável em trocas de treinadores é o Nottingham Forest, que já realizou 24 mudanças permanentes no comando técnico só neste século. A temporada 2025/26 foi um autentico caos para os Reds, que tiveram quatro treinadores diferentes: Nuno Espírito Santo, Ange Postecoglou, Sean Dyche e Vítor Pereira. Esta sequência não só estabeleceu um novo recorde de mudanças num só ano na Premier League, como também viu Postecoglou protagonizar a passagem mais curta da história da liga inglesa com 39 dias no cargo.
Outros clubes que não fogem à instabilidade são Leeds United, Sunderland e Crystal Palace, todos com mais de 20 mudanças permanentes desde 2000, revelando uma tendência preocupante para a falta de continuidade e estabilidade.
Na ponta oposta do espectro, destaca-se o Arsenal, que graças ao lendário Arsène Wenger – técnico entre 1996 e 2018 – registou apenas três treinadores permanentes neste século. Atualmente, Mikel Arteta é o segundo treinador em mandato mais longo na Premier League, só atrás de Pep Guardiola, do Manchester City, mostrando que a estabilidade pode ser sinónimo de sucesso e respeito.
Esta análise coloca em perspetiva a importância da estabilidade no futebol moderno, onde clubes como o Chelsea parecem preferir a mudança constante em vez da construção sólida. Para os adeptos, torna-se cada vez mais difícil encontrar um fio condutor, enquanto os clubes que apostam na continuidade colhem frutos.
Com as estatísticas em mãos, fica claro que o futebol inglês vive um paradoxo: enquanto alguns clubes mantêm os seus treinadores por longos períodos, outros quebram recordes negativos de rotatividade, numa luta incessante que levanta questões sobre a gestão e estratégia desportiva dos grandes colossos do futebol britânico.
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