Manchester United triunfou contra o Brentford num jogo mais renhido do que o esperado, mas uma estrela dos Red Devils deixou muito a desejar e levantou sérias questões: Amad Diallo esteve completamente desenquadrado e falhou redondamente no ataque.
Logo no início da partida, Casemiro abriu o marcador com um cabeceamento letal numa bola parada, colocando o United em vantagem. O Brentford, apesar das inúmeras oportunidades criadas na primeira parte, não conseguiu concretizar, e um rápido contra-ataque permitiu a Benjamin Sesko ampliar para 2-0, incendiando a euforia em Old Trafford. No entanto, o golo de Mathias Jensen na segunda parte trouxe alguma esperança para os visitantes, que insistiram até ao fim, mas sem sucesso.
O problema maior para o Manchester United não foi o adversário, mas sim o desempenho apagado de Amad Diallo. Com a ausência confirmada de Matheus Cunha, devido a problemas físicos que o impediram de estar em campo, Michael Carrick apostou numa linha atacante com Benjamin Sesko no centro, acompanhado por Matheus Mbeumo e Amad nas alas. Curiosamente, e contrariando o que tinha sido habitual, o jovem internacional marfinense foi colocado na ala esquerda, uma decisão que acabou por não surtir efeito.
Amad, de 23 anos, teve uma noite para esquecer. Falhou oportunidades claras e parecia completamente desconectado do jogo, ao ponto de ser substituído ao intervalo por Noussair Mazraoui, numa mudança tática que alterou o habitual 4-2-3-1 para um 3-4-3. Samuel Luckhurst, jornalista do The Sun, não escondeu a surpresa com a prestação do extremo: “Amad saiu para entrar Mazraoui. Foi a primeira vez que Amad começou na esquerda pelo Manchester United e parecia totalmente fora de sítio. É estranho como os extremos podem parecer desconfortáveis no que deveria ser o seu lado natural.”
Esta exibição levanta questões cruciais sobre o papel de Amad no United e, mais amplamente, sobre a estratégia da equipa para as alas. No futebol moderno, a maioria dos extremos prefere atuar como “wingers invertidos”, ou seja, jogar na ala oposta ao seu pé dominante para cortar para o meio e rematar com o pé forte, em vez de permanecerem junto à linha para cruzar. Amad, apesar de ser esquerdino, parece encaixar nesta tendência, o que explica a sua dificuldade em jogar aberto na esquerda.
Este episódio sublinha a necessidade urgente do Manchester United reforçar o lado esquerdo com um jogador direito que possa assumir este papel invertido, especialmente se Michael Carrick continuar relutante em confiar essa função a Mason Mount. Patrick Dorgu, jovem dinamarquês, mostrou qualidade nessa posição nas primeiras partidas do treinador contra Manchester City e Arsenal, mas ainda é cedo para considerá-lo uma solução definitiva a longo prazo.
No final, o que resta é uma clara mensagem para os responsáveis do United: a equipa precisa de reforços inteligentes nas alas para evitar que performances “estranhas” e desconectadas como a de Amad Diallo se repitam. A pressão aumenta para Carrick tomar decisões cirúrgicas que potenciem o ataque dos Red Devils e mantenham a equipa competitiva na Premier League. Os adeptos querem ver jogadores a render ao máximo, e Amad, por enquanto, não correspondeu às expectativas.
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