O flagelo das lesões assola o Sporting de forma alarmante e o alerta foi lançado sem rodeios por Rui Borges, treinador adjunto do clube. Numa análise franca e sem meias palavras, Borges admitiu que o número de jogadores lesionados esta temporada ultrapassa o aceitável e está a condicionar de forma decisiva o desempenho da equipa.
O Sporting já viu 18 jogadores afastados por lesão ao longo desta época, um número que deixa qualquer estrutura de topo em alerta máximo. Nomes importantes como Debast e Ioannidis sofreram recaídas após regressarem aos relvados, enquanto a situação de Fresneda permanece incerta, podendo não voltar a jogar até ao fim da temporada. Rui Borges não hesita em afirmar que “não é normal” esta avalanche de problemas físicos, mas reconhece que há fatores que escapam ao controlo da equipa técnica e médica.
“Se tivéssemos 18 lesões musculares, aí sim teríamos de repensar tudo o que estamos a fazer em termos estruturais. Mas não é esse o caso. Muitas dessas lesões foram traumáticas e não conseguimos controlar. Isto prejudicou-nos bastante, e estávamos destinados a pagar a fatura mais cedo ou mais tarde. No momento mais crucial para gerir a equipa, não conseguimos fazê-lo. Jogadores fundamentais como Quenda, Ioannidis e Pote estiveram ausentes. Não é normal, mas é algo com que temos de lidar”, explicou Rui Borges com um tom direto e realista.
O treinador adjunto reforça ainda que lesões musculares são inevitáveis no futebol de alta competição, não só no Sporting, mas em todas as equipas do mundo. “Se compararmos com outras equipas, é mais ou menos igual. O risco existe e não há como fugir dele. Caso contrário, estaríamos a jogar com a equipa B toda”, acrescentou.
Quanto ao próximo desafio frente ao Tondela, a incógnita permanece sobre a disponibilidade de alguns jogadores, mas Rui Borges não avançou mais detalhes, mantendo o mistério sobre quem poderá estar em dúvida para o encontro.
Esta situação alarmante no Sporting não é apenas um problema físico, mas um verdadeiro teste à resiliência e capacidade de gestão da equipa técnica. Com 18 baixas esta temporada, o clube verde e branco enfrenta uma luta titânica para manter-se competitivo num campeonato onde a margem para erros é cada vez mais curta. A verdade nua e crua é que o Sporting está a pagar caro o preço das lesões e o futuro imediato promete ser um campo minado a superar.
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