Iga Swiatek recupera forma e brilha no Italian Open

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Iga Swiatek está de volta ao seu melhor no saibro! Depois de meses a tropeçar e com críticas a crescer, a estrela polaca desfez-se de Naomi Osaka no Masters de Roma, mostrando sinais claros de que a sua renovada parceria com Francisco Roig está a dar frutos. Esta é a Swiatek que os fãs conhecem e temiam, uma tenista dominante, confiante e implacável no que é o seu terreno mais forte.

A seis vezes campeã de Grand Slam, que atravessou um ano complicado sem sequer alcançar uma meia-final na WTA e sem títulos desde Wimbledon 2022, parecia estar longe do seu auge. A saída precoce na segunda ronda do Miami Open, em março, foi o ponto de viragem que levou a uma mudança radical: a contratação de Francisco Roig, histórico treinador que já trabalhou com Rafael Nadal, para substituir Wim Fissette.

Mas nem tudo foi um mar de rosas. No saibro, Swiatek sofreu uma derrota inesperada diante de Mirra Andreeva em Stuttgart e viu-se obrigada a abandonar o encontro contra Ann Li em Madrid devido a problemas de saúde. A estreia instável em Roma frente a Caty McNally, com uma vitória sofrida em três sets, parecia indicar que o melhor ainda estava por vir.

No entanto, a atleta de 22 anos provou que o “velho espírito” nunca desapareceu. Com uma exibição avassaladora, anulou Elisabetta Cocciaretto por 6-1, 6-0 e, logo a seguir, esmagou a antiga número um mundial Naomi Osaka com um esmagador 6-2, 6-1, garantindo um lugar nos quartos-de-final contra Jessica Pegula.

“Desde o primeiro ao último ponto, soube exatamente o que tinha de fazer e executei isso na perfeição. Estava confiante no meu jogo”, afirmou Swiatek, que já conquistou o título em Roma por três vezes.

A chave desta ressurreição, explica a própria, está no entendimento imediato com Francisco Roig, com quem trabalha há quase dois meses. “Senti que percebi o Francis desde o início. Claro que depende muito da relação que se tem com o treinador, mas qualquer jogador quer alguém com um bom olho, um plano claro e que saiba adaptar os treinos às necessidades do atleta naquele momento.”

Swiatek continua: “O Francis tem um toque especial, ajusta o treino tendo em conta todos os fatores físicos, mentais e técnicos. Sentes que ele está atento a tudo e isso faz com que tudo encaixe. É uma sensação muito boa.”

Além da recuperação da forma, a vitória sobre Osaka tem outro impacto fundamental: a polaca garante praticamente a manutenção do terceiro lugar no ranking WTA, mantendo-se à frente da jovem norte-americana Coco Gauff, que para a ultrapassar teria de vencer o torneio em Roma.

Iga Swiatek está de volta com força total e a sua aliança com Francisco Roig promete transformar este final de temporada em algo grandioso. O saibro italiano é só o início. Preparem-se para uma nova era de domínio no ténis feminino.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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