Tsitsipas admite falhas e promete evolução antes de Roland Garros

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Stefanos Tsitsipas lança um duro olhar crítico sobre a sua forma física e desempenho na temporada de terra batida, numa admissão que deixa claro que o grego está longe da sua melhor versão, mesmo nas suas superfícies favoritas. Após uma série de derrotas surpreendentes e resultados aquém do esperado em torneios importantes como Monte-Carlo, Mónaco e Roma, o tenista de 25 anos sabe que precisa urgentemente de elevar o seu nível para enfrentar o segundo Grand Slam do ano, Roland Garros, onde já esteve a um passo do título em 2021.

Em entrevista exclusiva ao SDNA (Sports DNA), Tsitsipas não escondeu a sua insatisfação com a forma como tem jogado na terra batida: “A temporada na terra batida não foi particularmente positiva para mim e sinto que não consegui expressar o nível que esperava em muitos torneios.” Apenas em Madrid sentiu-se verdadeiramente em forma, destacando o seu desempenho sólido naquele Masters 1000. O grego sublinhou ainda o valor do seu encontro com Casper Ruud, finalista do torneio, que lhe mostrou que está mais próximo do topo do que muitos possam imaginar.

Mas o ponto mais crítico da sua declaração foi a autocrítica relativa à sua condição física: “O mais importante agora é continuar a melhorar fisicamente, porque houve partidas em que claramente senti que a minha intensidade baixava demasiado.” Tsitsipas explicou que quando as pernas deixam de responder, o problema ultrapassa o técnico: “Não é só uma questão técnica, mas sim uma queda geral na qualidade do jogo. Tudo começa a piorar: movimento, energia e até a capacidade de manter a agressividade. Preciso manter essa intensidade por mais tempo, e isso só é possível trabalhando arduamente na preparação física e estando disposto a dar o máximo em campo.”

O tenista grego, conhecido pelo seu estilo combativo e talento técnico, demonstra assim uma consciência clara das suas fraquezas atuais, mas também uma vontade firme de regressar ao melhor nível. Esta honestidade brutal é um alerta para os fãs e para os adversários: Tsitsipas não vai baixar os braços e sabe exatamente o que tem de fazer para voltar a ser um dos maiores nomes do ténis mundial.

Além disso, Tsitsipas comentou, com alguma surpresa, a recente greve dos tenistas que decidiu limitar as conferências de imprensa a apenas 15 minutos, revelando que só ficou a par da situação pouco antes da entrevista. “Honestamente, nem sabia da protesto até alguns minutos antes porque não uso muito as redes sociais. Cada jogador é livre de fazer o que achar correto e respeito totalmente qualquer decisão que tomem. No meu caso, prefiro focar-me em jogar bom ténis e manter a concentração na minha prestação em campo.”

Com Roland Garros à porta, o desafio para Tsitsipas é claro: recuperar a forma física e mental para não repetir os tropeções na terra batida e voltar a lutar por títulos que o coloquem entre os maiores do circuito. Resta saber se o grego conseguirá transformar esta autocrítica em combustível para uma reviravolta de gigante na temporada de Grand Slams. A resposta chegará nas próximas semanas, mas uma coisa é certa: Tsitsipas está a trabalhar para não voltar a falhar.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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