Naomi Osaka voltou a dar que falar, mas desta vez não pelos seus feitos em court, mas sim pelo tempo colossal que a Nike despende a fabricar os seus outfits para o Roland Garros. A tenista japonesa revelou que a criação das suas roupas para o torneio francês demora, no mínimo, um ano e meio, um processo minucioso que envolve pelo menos quatro provas de ajuste ao longo desse período.
Aos 28 anos, Osaka tem sido notícia não só pelo seu talento, mas também pelas roupas arrojadas que apresenta antes de cada jogo. Após garantir a passagem aos oitavos de final com uma vitória convincente sobre Iva Jovic, a campeã falou com franqueza sobre a colaboração com a Nike. “Sinceramente, adoro que me tenham feito esta pergunta,” confessou. “Tenho muitas reuniões com a Nike, e acho que as pessoas não percebem o esforço e o tempo investido em cada outfit. Eles planificam tudo com um ano e meio de antecedência, no mínimo, e fazemos várias provas porque o nosso corpo pode mudar ou o tecido pode ser alterado.”
No entanto, nem todos partilham da admiração pelo estilo de Osaka. A sua adversária da primeira ronda, Laura Siegemund, não hesitou em criticar a atenção dada à moda no ténis. “Para mim, isto é ténis, não um desfile de moda,” atirou à TNT Sports. “Se outros querem fazer um desfile, força, não me importo. Mas o que me choca é que existem regras rigorosas para tudo no nosso desporto, incluindo o tempo que temos para fazer coisas simples como abrir a garrafa de água. Ela pode demorar minuto e meio a trocar de roupa, e isso não me parece justo. As regras são para todos e têm de ser cumpridas, não pode haver tratamento especial para os nomes maiores.”
O debate sobre a rigidez das regras versus o tratamento privilegiado de estrelas do ténis está lançado, sobretudo numa altura em que cada segundo é escrutinado ao pormenor no circuito profissional.
Quanto ao futuro imediato, Osaka prepara-se agora para defrontar Aryna Sabalenka num duelo decisivo pelos oitavos de final. Questionada sobre a estratégia para esta partida, a japonesa mostrou uma postura descontraída mas focada: “Não sei muito bem, gosto de viver o momento. Creio que joguei bem em Madrid, apenas baixei um pouco no segundo e terceiro set. Vou tentar manter a consistência e ser agressiva. O que tiver de acontecer, acontece.”
Com um estilo de jogo agressivo e uma imagem que não deixa ninguém indiferente, Naomi Osaka continua a ser uma das protagonistas mais controversas e fascinantes do ténis mundial, dentro e fora do court. O Roland Garros promete muito mais desta estrela em ascensão, que domina tanto nas quadras como na moda.
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