Billy Gilmour enfrenta o pesadelo da sua carreira: ficou de fora do Mundial devido a uma lesão no joelho que acabará por marcar para sempre o seu percurso. O médio do Nápoles, de apenas 24 anos, foi obrigado a abandonar a seleção escocesa após sofrer uma lesão grave no encontro amigável de preparação contra o Curaçau, em Hampden Park, que terminou com uma vitória esclarecedora da Escócia por 4-1. Gilmour saiu do relvado antes do intervalo, visivelmente limitado, e uma ressonância magnética confirmou o pior: a sua participação na Copa do Mundo está terminantemente excluída.
O futebolista, que já passou por clubes como Rangers, Chelsea e Brighton & Hove Albion, desabafou pela primeira vez nas redes sociais, revelando a dimensão do golpe: «Não encontro palavras para descrever o que sinto neste momento. Estar tão perto de realizar um sonho de infância, jogar num Mundial, para agora ver isso ser retirado por uma lesão… tem sido difícil de aceitar.» Gilmour não deixou de agradecer o apoio dos adeptos: «As mensagens de carinho que recebi nos últimos dias significam tudo para mim e não passaram despercebidas. Muito obrigado.» O médio prometeu voltar ainda mais forte e apelou à união em torno da equipa: «Vamos apoiar a equipa e dar tudo pelo nosso país. Força, Escócia!»
Com a saída forçada de Gilmour, a seleção escocesa convocou o jovem de 19 anos Tyler Fletcher, do Manchester United, para colmatar a ausência. A Escócia prepara-se para a sua primeira participação no Mundial desde 1998 e parte para os Estados Unidos com a ambição de surpreender. O selecionador Steve Clarke e o plantel partiram de Glasgow no domingo para disputar o último jogo de preparação contra a Bolívia, em New Jersey, no sábado.
O arranque da fase de grupos está marcado para 14 de junho, com a Escócia a defrontar o Haiti, seguindo-se os encontros contra Marrocos e Brasil. A eliminação de Billy Gilmour é uma baixa pesada, mas a seleção está determinada a honrar a sua presença no Mundial e a lutar com todas as armas que tem à disposição. A falta do médio do Nápoles será sentida, mas a chama escocesa não se apaga. A luta está lançada, e os olhos de todo o país estarão postos nesta equipa que quer fazer história.
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