Marta Kostyuk viu o seu sonho de conquistar o título de Roland Garros esbarrar na jovem promessa russa Mirra Andreeva, que a eliminou com um categórico 6-1, 6-3 nas meias-finais do torneio. A ucraniana, que chegou pela primeira vez a esta fase de um Grand Slam, viu assim terminar uma impressionante série de 17 vitórias consecutivas no saibro — uma campanha que a catapultou para a ribalta do ténis mundial e que ela própria descreveu como inesquecível.
“Sem dúvida, a minha série de vitórias. Levo-a comigo para a campa”, confessou Marta Kostyuk à imprensa, visivelmente orgulhosa do percurso realizado. “Estou muito satisfeita com a minha época no saibro. Apenas uma derrota. Se alguém me dissesse isto há uns meses, eu não acreditava. Estou mesmo muito feliz.”
A invencibilidade de Kostyuk começou no mês de abril, com a vitória sobre Magda Linette na Taça Davis, e prolongou-se no circuito WTA, onde a ucraniana dominou de forma avassaladora. Em Rouen, como cabeça-de-série número um, conquistou o título com triunfos sobre nomes como Diane Parry, Caty McNally, Ann Li e Veronika Podrez. A série continuou em Madrid, onde garantiu o seu primeiro título WTA 1000 com vitórias sobre Jessica Pegula, Linda Noskova e Anastasia Potapova, culminando num triunfo direto sobre Andreeva.
Optando por saltar o Masters de Roma, Kostyuk chegou a Roland Garros em plena forma, eliminando de forma consistente Oksana Selekhmeteva, Katie Volynets e Viktorija Golubic, sem perder um único set. O teste de fogo surgiu no confronto com a quatro vezes campeã do torneio, Iga Swiatek. Após três derrotas anteriores sem ganhar qualquer set, a ucraniana, numa exibição de luxo, venceu por 7-5, 6-1, confirmando o seu enorme crescimento competitivo. O 17.º triunfo consecutivo foi alcançado frente à compatriota e favorita Elina Svitolina, num duelo intenso resolvido em três sets (6-3, 2-6, 6-2).
No entanto, a final antecipada contra Andreeva revelou-se um obstáculo intransponível para Kostyuk. A jovem russa dominou desde o início, beneficiando das condições adversas de vento que perturbaram o ritmo da ucraniana, que cometeu 17 erros não forçados só no primeiro set, especialmente com o seu golpe de direita. Embora a chuva tenha obrigado ao fecho do teto e tenha acalmado o ambiente, dando algum alento a Kostyuk que chegou a reduzir a desvantagem para 3-4, Andreeva manteve a calma e fechou o encontro com autoridade.
Apesar do desaire, Marta Kostyuk sai de Roland Garros com a cabeça erguida e a confiança reforçada para a próxima fase da temporada, que a levará ao relvado. O desempenho histórico permitiu-lhe escalar até ao 12.º lugar do ranking WTA, a melhor posição da sua carreira, e a jovem ucraniana está determinada a entrar no Top 10 nos próximos meses.
Este percurso de sonho no saibro ficará para sempre gravado na memória de Marta Kostyuk, que prometeu levar consigo esta experiência “até à campa”, uma declaração que revela a intensidade emocional e o orgulho pela sua evolução no ténis mundial. Agora, a luta continua, e o mundo estará atento ao próximo capítulo da sua carreira.
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