Ranking do Mundial 2026: Todas as 48 selecções analisadas

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A expectativa em torno do Mundial de 2026 atingiu proporções inéditas: com 48 equipas e uma dimensão nunca antes vista, a competição promete reescrever a história do futebol. A menos de duas semanas do pontapé de saída, adeptos e especialistas tentam antecipar quem poderá erguer o troféu, mas com um novo formato – que permite a passagem de oito dos doze terceiros classificados para os oitavos-de-final –, cada selecção sonha com façanhas improváveis e quedas épicas dos favoritos.

O Campeonato do Mundo de 2026, organizado pelos Estados Unidos, Canadá e México, marca um aumento de 50% no número de participantes em relação ao torneio anterior. Apesar de apenas uma dúzia de selecções serem vistas como candidatas realistas ao título, a nova estrutura abre espaço para surpresas e para que países tradicionalmente secundários possam chegar longe, alimentando o entusiasmo e o debate entre adeptos de todo o mundo.

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Num contexto em que o futebol global nunca foi tão competitivo, as principais casas de apostas apontam a França, Espanha, Argentina, Inglaterra, Portugal e Brasil como os grandes favoritos ao título. A França, vice-campeã em 2022 e vencedora em 2018, apresenta um plantel repleto de estrelas, com Didier Deschamps a preparar-se para a sua última aventura como seleccionador. Se decidir libertar todo o potencial ofensivo de Mbappé, Olise, Dembélé, Cherki, Thuram e companhia, os gauleses podem esmagar qualquer adversário, mas a tendência conservadora de Deschamps poderá limitar o espectáculo. “A questão é até que ponto Deschamps vai abrir o jogo neste último torneio”, salientou um analista da equipa técnica.

A Espanha, vencedora do EURO 2024 e com o melhor futebol do torneio, perdeu algum favoritismo após a lesão de Lamine Yamal, mas mantém-se como candidata séria. “Esta não é a Espanha do tiki-taka, mas sim uma equipa que sabe impor o seu ritmo e que tem um percurso quase perfeito nos grandes palcos”, comentou Luis de la Fuente, seleccionador espanhol, antes do arranque da competição.

Na América do Sul, a Argentina tenta um feito que escapa ao futebol mundial desde 1962: vencer dois Mundiais consecutivos. Lionel Messi, que fará 39 anos durante o torneio, já não terá de suportar sozinho o peso ofensivo, dada a profundidade do plantel. No entanto, as lesões na defesa podem fragilizar os campeões em título. “Não precisamos do Messi de há quatro anos, mas sim de uma equipa coesa”, afirmou Scaloni, seleccionador argentino, numa conferência de imprensa.

Com a chegada de Thomas Tuchel ao comando técnico, a Inglaterra procura finalmente acabar com o jejum de títulos desde 1966 e promete uma abordagem mais ofensiva, embora persistam dúvidas quanto à consistência do eixo defensivo. Portugal, liderado por um Bruno Fernandes em estado de graça e rodeado por talentos como Bernardo Silva, Rafael Leão, Pedro Neto e João Félix, volta a apostar em Cristiano Ronaldo, agora com 41 anos. “Ronaldo ainda é um factor desequilibrador, mas também limita a versatilidade do ataque”, frisou um membro da federação portuguesa.

O Brasil, com Ancelotti ao leme e uma frente de ataque de luxo – Vinícius Júnior, Raphinha e, talvez, Neymar –, pode ver-se traído pela falta de soluções no meio-campo, onde Casemiro e Fabinho já não têm o fulgor de outros tempos. “Eventualmente, esta limitação será fatal para o Brasil, talvez logo nos oitavos-de-final”, vaticinou um antigo internacional brasileiro.

A Alemanha, com Nagelsmann no comando, tenta recuperar o estatuto perdido após eliminações consecutivas na fase de grupos. O regresso inesperado de Manuel Neuer, aos 40 anos, pode ser o tónico necessário para inspirar uma selecção menos exuberante mas ainda assim perigosa. Os Países Baixos, semifinalistas em 2022, apresentam o melhor plantel em mais de uma década e sonham com uma nova presença na final, enquanto a Bélgica procura reinventar-se após o fim da geração dourada.

À medida que o torneio se aproxima, o debate centra-se também nos potenciais “outsiders”. Marrocos, semifinalista surpresa em 2022, continua a crescer e agora é visto como um candidato legítimo a repetir a proeza. “Temos ambição e qualidade para voltar a surpreender”, garantiu Achraf Hakimi após um treino aberto. Senegal aposta na experiência, com Sadio Mané a comandar um grupo de qualidade mas envelhecido, e o Equador apresenta uma das defesas mais sólidas das qualificações, embora dependa em demasia de Enner Valencia.

Uruguai, Croácia, Japão, Noruega e Suíça surgem como possíveis “cinderelas”, prontas a explorar o novo formato e a beneficiar de caminhos menos espinhosos até aos quartos-de-final. A Noruega, impulsionada por Haaland e Ødegaard, volta ao Mundial após décadas de ausência, e o Japão aposta na velocidade e organização táctica para tentar ganhar finalmente um jogo a eliminar.

Nas Américas, os anfitriões Estados Unidos e México sonham com campanhas memoráveis perante o seu público. “A ausência de um tubarão no grupo dá-nos esperança de um percurso histórico”, afirmou Gregg Berhalter, seleccionador dos EUA, após a vitória num amigável de preparação.

O novo formato cria ainda oportunidades para selecções menos habituadas a estas andanças: Gana, Irão, Áustria, Costa do Marfim, Paraguai, Suécia, Egipto, Argélia, Canadá e Austrália apostam na solidez defensiva e em pequenas estrelas para surpreender, enquanto Panamá, África do Sul, Arábia Saudita e Haiti procuram aproveitar o contexto para fazer história.

Com quatro estreantes – Cabo Verde, Curaçau, Congo e Uzbequistão – e equipas como Nova Zelândia, Qatar, Jordânia e Iraque a tentarem conquistar os primeiros pontos ou vitórias, o Mundial de 2026 poderá ser palco de algumas das maiores surpresas de sempre.

À medida que a bola começa a rolar, as atenções estarão centradas nos favoritos, mas o verdadeiro drama poderá surgir dos escalões intermédios e das equipas “menores”, sobretudo graças ao formato mais permissivo que permite sonhar com um lugar nos oitavos. O impacto desta revolução competitiva será medido pelos resultados, mas uma coisa é certa: nunca um Campeonato do Mundo ofereceu tantas possibilidades e tantos sonhos por concretizar. O mundo do futebol prepara-se para um Verão inesquecível, onde a glória e a desilusão caminharão lado a lado em cada relvado norte-americano.

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