Modric vive o último Mundial pela Croácia e soma 200 internacionalizações

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Luka Modric prepara-se para a sua derradeira aparição num Mundial com a Croácia e não esconde o entusiasmo: aos 40 anos, o maestro croata assume que cada minuto em campo tem agora um sabor especial. Na véspera do embate frente à poderosa Inglaterra, marcado para esta quarta-feira no Texas, Modric revelou estar “rejuvenescido” por integrar, pela quinta vez, o grupo restrito de eleitos para o maior palco do futebol mundial.

O encontro entre Croácia e Inglaterra promete ser um dos duelos mais apetecíveis da fase de grupos no continente norte-americano, colocando frente a frente duas selecções com histórias recentes marcantes. Modric, agora ao serviço do AC Milan, depois de mais de uma década a comandar o meio-campo do Real Madrid, prepara-se para somar a impressionante marca de 200 internacionalizações, um feito ao alcance de poucos. A Croácia, recorde-se, eliminou a Inglaterra nas meias-finais do Mundial 2018, em Moscovo, e volta agora a medir forças com os ingleses numa reedição carregada de simbolismo e rivalidade.

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Este será o último “grande baile” de Luka Modric, lado a lado com nomes como Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, três lendas que marcam o fim de uma era no futebol mundial. A importância deste momento transcende a simples disputa de um torneio: trata-se do encerramento de um ciclo dourado, com o croata a querer sair de cena em grande estilo. Apesar de a Croácia ter ultrapassado o apuramento sem grandes sobressaltos, chega ao Mundial sem o habitual favoritismo mediático – mas, como já demonstrou por diversas vezes, subestimar esta equipa pode ser um erro fatal para qualquer adversário.

Na conferência de imprensa que antecedeu o encontro, Modric foi claro quanto ao seu estado de espírito: “Cada jogo, cada torneio é especial aos 40 anos com a selecção”, sublinhou o médio, frisando a importância de desfrutar ao máximo desta última oportunidade. “O meu objectivo neste torneio é desfrutar, dar o meu melhor, mas desfrutar”, acrescentou ainda, destacando: “Quero aproveitar cada jogo, cada treino com estes rapazes.” Esta visão descontraída, mas ambiciosa, reflecte o espírito de um jogador que já conquistou tudo, mas que continua a alimentar-se da paixão pelo jogo.

A selecção croata apresenta um misto de experiência e juventude. Ao lado de Modric, destaca-se outro veterano, Ivan Perisic, de 37 anos, que mantém intacta a capacidade de desequilibrar. Mas há também sangue novo, com a inclusão do jovem defesa Luka Vuskovic, de apenas 19 anos, que deverá ser aposta frente à Inglaterra. Modric não esconde o entusiasmo por trabalhar com esta nova geração: “Há muitos jogadores jovens, por isso sinto-me rejuvenescido com eles”, confessou, mostrando-se motivado para liderar dentro e fora das quatro linhas.

O seleccionador Zlatko Dalic, há muito tempo ao leme da Croácia, não esconde o respeito pelo adversário, elogiando abertamente o poderio ofensivo inglês. “O adversário tem muita qualidade”, começou por reconhecer Dalic, que adiantou: “Analisámos a Inglaterra, eles também nos conhecem… são muito perigosos. Têm os melhores avançados do mundo. Têm Kane – Kane pode fazer muito, pode fazer imenso”, alertou, referindo-se ao capitão inglês Harry Kane. Dalic deixou ainda um aviso relativamente à estratégia dos ingleses nas bolas paradas, sublinhando: “Estamos bastante preparados para isso.”

O duelo com a Inglaterra será um verdadeiro teste de fogo para uma Croácia madura, mas sedenta de mais um feito. Caso os croatas consigam repetir o sucesso de 2018, poderão embalar rumo a mais uma campanha histórica, contrariando o cepticismo de quem insiste em olhar apenas para a idade do plantel. Por outro lado, uma derrota poderá marcar o fim de uma era e obrigar a uma renovação profunda.

Depois deste encontro, a Croácia terá pela frente uma fase de grupos exigente, onde cada ponto será precioso para garantir a passagem aos oitavos-de-final. Para Modric, cada passo neste Mundial representa uma despedida em grande do futebol de selecções, mas também a possibilidade de inspirar uma nova geração de talentos croatas. O mundo estará de olhos postos no Texas, à espera de mais uma exibição de gala daquele que é, indiscutivelmente, um dos maiores médios da história do futebol europeu.

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