A República Democrática do Congo arrancou um precioso empate frente a Portugal na estreia do Mundial 2026, um resultado que apanhou de surpresa muitos dos adeptos portugueses e deixou todo o balneário congolês em festa. O 1-1 no marcador, perante uma das selecções mais cotadas do planeta, valeu aos africanos o seu primeiro ponto e o primeiro golo numa fase final de um Campeonato do Mundo, um feito histórico que promete agitar a narrativa do grupo e relançar as aspirações da equipa de Sébastien Desabre.
O encontro disputou-se esta terça-feira, num estádio lotado e com a pressão a recair sobre os favoritos lusos. Portugal entrou melhor, dominou a posse de bola e criou várias oportunidades, mas viu-se surpreendido por uma RD Congo muito organizada defensivamente e com uma estratégia clara de explorar o erro adversário. Apesar do nervosismo inicial, foi na sequência de uma bola parada que os congoleses chegaram ao golo, silenciando momentaneamente as bancadas maioritariamente pintadas de verde e vermelho. Portugal ainda respondeu e acabaria por restabelecer a igualdade, mas o empate persistiu até ao apito final.

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Este resultado reveste-se de enorme importância para a República Democrática do Congo, que faz história logo à primeira jornada e ganha um impulso moral gigantesco para o resto da competição. Num grupo onde Portugal era apontado como claro favorito, este tropeço deixa tudo em aberto e aumenta a pressão sobre a selecção das quinas nos próximos jogos. Para a equipa africana, o ponto conquistado frente a um adversário do calibre de Portugal representa não só a confirmação do trabalho desenvolvido por Sébastien Desabre, como também um aviso sério aos restantes rivais do grupo: a RD Congo não veio apenas para participar.
No final, Sébastien Desabre, seleccionador da RD Congo, não escondeu a satisfação pelo resultado e sublinhou o feito dos seus jogadores. “Foi um primeiro tempo difícil, era algo que já esperávamos. Era o nosso primeiro jogo na competição, estávamos nervosos, mas conseguimos entrar no jogo e chegar ao golo de bola parada”, afirmou o técnico francês, visivelmente orgulhoso do desempenho da equipa no rescaldo da partida. Desabre destacou ainda: “Foi uma partida muito boa, podia ser melhor, mas estamos muito satisfeitos com o resultado e com o golo marcado. Foi um primeiro passo e temos de nos focar nas próximas partidas. Agora temos de comemorar este ponto e o primeiro golo marcado num Mundial. Vamos depois descansar e preparar os próximos jogos.” O seleccionador frisou também o rigor táctico e o compromisso colectivo: “Os jogadores estiveram muito concentrados e trabalharam muito.” E deixou claro que o trabalho está longe de estar concluído: “Estamos satisfeitos com este empate frente a Portugal, mas temos de nos focar no que ainda falta.” Entre elogios à selecção portuguesa, Desabre não escondeu o orgulho: “Jogámos contra uma das melhores selecções do Mundo, por isso, estamos satisfeitos com o que conseguimos, mas, para seguir em frente no torneio, temos de conseguir mais pontos e ganhar. Temos muita força mental para ultrapassar situações difíceis.”
Este empate obriga Portugal a repensar a abordagem para o que resta da fase de grupos, sabendo que qualquer deslize pode comprometer o apuramento. Já a RD Congo, galvanizada por um resultado histórico, parte agora para os próximos encontros com a confiança em alta e a certeza de que é possível sonhar com a passagem aos oitavos-de-final. O seleccionador Desabre deixou no ar a promessa de uma equipa aguerrida e determinada, capaz de criar dificuldades a qualquer adversário. O próximo jogo será decisivo para ambas as selecções, e a expectativa cresce em torno de uma RD Congo que, depois desta exibição, deixou de ser um outsider para se assumir como uma das grandes surpresas deste Mundial.
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