Declan Rice acendeu todas as luzes de alarme nos adeptos ingleses ao abandonar o relvado com evidentes sinais de desconforto, mas tudo indica que o médio do Arsenal estará mesmo apto para defrontar o Gana no próximo desafio do Mundial. O susto ficou instalado após o triunfo sobre a Croácia, quando Rice foi substituído aos 72 minutos, deixando o público e equipa técnica em sobressalto quanto ao seu estado físico. No entanto, informações recolhidas nas horas seguintes garantem que a lesão lombar não deverá impedir o internacional inglês de estar disponível para o encontro decisivo em Boston, esta terça-feira, às 21h00.
O caso ganhou relevo quando Thomas Tuchel, seleccionador inglês, optou por retirar Rice do jogo, lançando Morgan Rogers para o seu lugar. O médio de 27 anos, peça-chave no meio-campo, mostrou dificuldades evidentes, levando a equipa médica a intervir de imediato. O historial recente de Rice — que já vinha a lidar com este problema nas costas — obrigou a uma abordagem cautelosa por parte da equipa técnica, preocupada com a possibilidade de agravar a situação logo na fase inaugural do torneio.

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO
Esta notícia ganha particular importância tendo em conta o papel central que Declan Rice tem no esquema de Inglaterra. Num Mundial onde cada detalhe pode fazer a diferença, perder o organizador de jogo para um embate tão crucial poderia comprometer as aspirações inglesas no grupo. A gestão eficiente desta lesão será fundamental não só para o confronto frente ao Gana, mas para toda a campanha em solo americano. O próprio jogador já demonstrou, em várias ocasiões, ser capaz de superar obstáculos físicos e manter a consistência ao mais alto nível, mas a intensidade do calendário e a exigência deste torneio mundialista não deixam margem para erros.
No final do jogo com a Croácia, Thomas Tuchel fez questão de tranquilizar adeptos e jornalistas sobre o estado do seu capitão de meio-campo. “O Declan teve algumas perdas de bola pouco habituais e percebi algum desconforto”, explicou o treinador, visivelmente atento ao detalhe. “Perguntei-lhe na altura e ele apontou diretamente para a zona lombar, perto dos isquiotibiais, dizendo que sentia desconforto. Não quis correr riscos, espero que não seja nada de grave. O Declan assegurou-me, no final, que está tudo bem. Vamos tratar disso e não é nada de preocupante”, referiu Tuchel, mostrando confiança na recuperação do jogador.
Declan Rice, por seu lado, também procurou minimizar o episódio, reforçando a ideia de que se sente preparado para voltar à competição. Nas palavras do médio, a gestão clínica será essencial para evitar recaídas: “Já convivo com este problema há algum tempo, mas estou habituado a lidar com ele e confio plenamente na equipa médica. O importante é estar pronto para ajudar a selecção e dar o meu melhor em campo”, afirmou o jogador do Arsenal, num claro sinal de resiliência.
Com a expectativa de que Rice alinhe de início frente ao Gana, a Inglaterra mantém intactas as suas ambições de garantir a passagem à fase seguinte do Mundial. A manutenção do médio em boas condições físicas será determinante para o equilíbrio táctico do conjunto orientado por Tuchel, que prepara já alternativas para o caso de uma eventual ausência ou limitação. O próprio técnico tem vindo a testar soluções no treino, mas tudo aponta para que Rice seja novamente o pilar do meio-campo inglês.
O próximo jogo assume contornos decisivos não só para a continuidade de Inglaterra na competição, mas também para avaliar a real capacidade de Rice em gerir esta limitação física sob pressão máxima. Em caso de recaída, o treinador terá de rever toda a estrutura do onze inicial, algo que poderá ter implicações de grande alcance nas aspirações da equipa. Para já, a confiança reina no seio da selecção, mas todos os olhares estarão postos em Declan Rice assim que soar o apito inicial em Boston.
AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI
