Kylian Mbappé lançou a bomba: não descarta a possibilidade de rumar à Major League Soccer, depois de ter sido pessoalmente sondado por David Beckham, proprietário do Inter Miami. A revelação foi feita na véspera do confronto crucial entre França e Iraque, a contar para o Campeonato do Mundo de 2026, numa conferência de imprensa que deixou todos de boca aberta quanto ao futuro do avançado dos Bleus.
O capitão da selecção francesa, claramente descontraído perante os jornalistas, admitiu abertamente que Beckham tem insistido no convite para que Mbappé se junte ao Inter Miami, um dos clubes mais mediáticos da MLS e que já acolheu estrelas como Lionel Messi. “David Beckham pergunta-me muitas vezes se quero ir. Talvez um dia, quem sabe? É um país de que gosto”, afirmou Mbappé, deixando no ar a possibilidade de, mais cedo ou mais tarde, se estrear no futebol norte-americano.

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Este sinal de abertura à aventura americana surge numa altura em que o futuro de Mbappé é tema central do futebol mundial. Com apenas 25 anos e já com uma carreira recheada de títulos, o francês sempre foi apontado aos maiores colossos europeus, mas agora surpreende ao colocar a MLS no horizonte. A notícia é particularmente relevante para o futebol internacional, já que a chegada de uma estrela deste calibre aos Estados Unidos poderia revolucionar ainda mais a liga e aumentar o seu mediatismo global. Para o Inter Miami, seria um golpe de mestre, colocando o emblema no epicentro das atenções e continuando a estratégia de atrair nomes sonantes para a competição.
Apesar de alimentar o sonho americano, Mbappé foi perentório quando questionado sobre a possibilidade de seguir o exemplo de Cristiano Ronaldo e prolongar a carreira até aos 40 anos. “Não estarei cá aos 40 anos, vocês já me terão expulsado antes!”, respondeu, entre risos, afastando qualquer hipótese de uma longevidade semelhante à do madeirense. O avançado fez questão de frisar que, por agora, está totalmente focado na selecção: “Não faço projeções com a selecção francesa. Penso apenas no momento atual.”
No mesmo encontro com a imprensa, o francês foi ainda desafiado a apontar quem considera o melhor avançado do mundo presente no torneio. Sem hesitar, respondeu: “Lionel Messi, sem dúvida. É o melhor do mundo, juntamente com o Cristiano. Pela minha parte, faço tudo o que posso para melhorar e ajudar a minha equipa a ganhar o Mundial. O resto é assunto para os jornalistas discutirem.” Mbappé, sempre fiel ao seu discurso, recusou colocar-se no topo da lista, preferindo destacar os feitos dos seus históricos rivais.
Sobre o recorde de golos em Mundiais, agora partilhado por Klose e Messi, Mbappé mostrou-se orgulhoso do percurso feito pela selecção gaulesa, mas manteve o pragmatismo: “É sempre um prazer poder jogar pela selecção. Não há nada maior do que a selecção nacional. 100 [jogos] é um número histórico, mas o que está em jogo neste jogo é o mais importante. Quanto ao recorde, eu sabia que o Leo ia marcar. É o Messi, ele marca sempre. Quanto a mim, vou tentar continuar a marcar, mas o mais importante é ganhar o Mundial”, garantiu o avançado, colocando sempre o colectivo acima das conquistas pessoais.
Com estas declarações, Mbappé volta a agitar o panorama do futebol internacional. A hipótese de uma transferência para a MLS pode não ser imediata, mas ganha peso, sobretudo tendo em conta a influência de Beckham e o sucesso recente do Inter Miami na captação de estrelas. Para Mbappé, o foco está claramente no presente e na conquista do Mundial, mas os próximos meses prometem ser de especulação intensa quanto ao seu destino pós-França.
O futuro de Mbappé permanece, assim, envolto em mistério. O Mundial 2026 pode ser o último grande palco do avançado ao serviço dos Bleus antes de uma eventual aventura nos Estados Unidos. Caso a mudança se concretize, não só elevará a MLS a um novo patamar competitivo e mediático, como poderá redefinir a trajectória de carreira de uma das maiores figuras do futebol mundial. Até lá, todas as atenções estarão viradas para o que Mbappé fará dentro de campo, enquanto fora dele as portas do sonho americano permanecem entreabertas.
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