Jannik Sinner quebrou finalmente o silêncio e descansou os adeptos: depois do susto físico sentido no segundo turno de Roland Garros, o fenómeno italiano garante que está recuperado e pronto para atacar Wimbledon. A pausa forçada, imposta pelo mal-estar e pela dura derrota frente a Juan Manuel Cerundolo, serviu afinal para carregar baterias e preparar a defesa do título londrino, mas também para planear a exigente temporada norte-americana em piso rápido que se segue.
O tenista de 22 anos, actual número um do mundo, confessou ter tirado uma semana para si logo após a surpreendente eliminação em Paris, onde cedeu em cinco sets perante Cerundolo. Sinner aproveitou para regressar à família e aos amigos, afastando-se temporariamente da pressão do circuito. “Tirei uma semana de pausa e passei tempo com os meus amigos e a minha família, algo que para mim foi realmente importante. E depois, voltámos imediatamente aos treinos, porque agora chega um período importante. Falo de Wimbledon, obviamente, mas também trabalhámos muito para a temporada no cimento nos Estados Unidos, que vem a seguir”, afirmou o italiano numa entrevista à Vogue, exibindo confiança e serenidade.

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Esta paragem surge depois de um autêntico tour de force: Sinner conquistou cinco Masters 1000 consecutivos, uma sequência avassaladora que esgotaria qualquer atleta de topo. O próprio admite que precisava urgentemente de retemperar forças. “Procuro sempre ver os aspectos positivos das situações, e o lado positivo de ter saído cedo de Roland Garros é que ganhei um pouco mais de tempo. Tentamos aproveitar ao máximo cada dia, por isso houve muitos treinos longos. Estou muito contente com a forma e o estado mental em que me encontro agora. Sinto-me bem”, sublinhou, mostrando-se focado nos próximos desafios.
Sinner não esconde que o trabalho físico foi intenso nas últimas semanas, mas destaca sobretudo a importância do equilíbrio psicológico neste momento decisivo da época. “Fizemos muito trabalho nas últimas semanas, por isso fisicamente estou bem. Joguei muito nos últimos meses, por isso um bom bloco de treino era necessário para fazer com que o meu corpo voltasse mais forte. Recuperei bem. Mas o mais importante para mim é estar numa boa condição mental. Espero poder competir da melhor forma possível em Londres”, acrescentou o tenista, consciente da pressão de defender o seu estatuto de campeão em Wimbledon.
Sobre a abordagem ao torneio britânico, Sinner mantém o discurso ambicioso e agressivo que tem marcado a sua carreira. “Wimbledon? Encaro a situação da mesma maneira. Digo sempre que não nos defendemos, tentamos sempre atacar, e espero que consigamos. Sei que é um torneio longo. A forma como começo será muito importante. Não joguei nenhum encontro em relva, por isso o primeiro jogo, ou os primeiros jogos, vão ser difíceis. Mas se conseguir ultrapassá-los, sei que a confiança na relva vai voltar, e também as boas sensações. Neste momento, estamos apenas a tentar encontrar um bom ritmo na relva, e depois veremos como corre o torneio”, explicou Sinner, deixando claro que não teme o desafio.
A recuperação do fenómeno de San Candido é uma excelente notícia para o ténis mundial e para Wimbledon, que se prepara para receber um dos maiores protagonistas da actualidade. Com Carlos Alcaraz e Novak Djokovic ainda a gerir questões físicas, Sinner surge como um dos principais favoritos à vitória, mantendo intacta a ambição de conquistar novamente o All England Club.
A expectativa é enorme: a defesa do título em Wimbledon é sempre um dos maiores testes de carácter e consistência para qualquer atleta. Sinner sabe que terá, desde logo, de superar a falta de ritmo competitivo em relva, mas a confiança e o trabalho realizado nas últimas semanas podem ser decisivos. O italiano aposta numa entrada forte para voltar a conquistar os adeptos britânicos e continuar a afirmar-se como o grande líder da nova geração do ténis mundial.
Para o universo do ténis, o regresso de Sinner em plena forma promete animar ainda mais a corrida pelos grandes títulos da época. Com o circuito a aproximar-se do seu ponto mais quente, as próximas semanas serão decisivas para perceber se o italiano vai conseguir manter a hegemonia e reforçar o seu estatuto entre os maiores da história recente da modalidade.
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