Luciano Darderi caiu logo à primeira ronda de Wimbledon, deixando os adeptos do ténis boquiabertos com a eliminação precoce do número 16 do mundo perante o norte-americano Ethan Quinn. O jovem italiano, que chegava ao All England Club com alguma expectativa, foi derrotado de forma clara pelos parciais de 7-6(7), 7-5 e 6-2, num encontro marcado pela superioridade física e mental do adversário e por uma prestação aquém do habitual por parte de Darderi.
O embate decorreu esta terça-feira nos míticos courts de relva de Wimbledon, palco de sonhos e quedas abruptas. Darderi, ainda a recuperar de uma intervenção cirúrgica às amígdalas realizada em junho, não conseguiu contrariar a confiança de Quinn, recente finalista em Maiorca e claramente embalado pela boa forma. O tenista norte-americano de 22 anos aproveitou o momento delicado do italiano, que acumulou apenas uma vitória em cinco jogos disputados em relva nesta temporada, incluindo duas exibições em Hurlingham.

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Esta derrota não apanhou Darderi totalmente de surpresa. Em conferência de imprensa, o italiano foi taxativo sobre o seu estado físico e mental após a operação: “Senti-me um pouco fora de ritmo, enquanto ele estava em grande confiança. Tive oportunidades que não aproveitei, também por falta de ritmo na relva. Estive a ganhar 4-2 no tie-break do primeiro set e 5-2 no segundo, mas nos momentos importantes não consegui jogar o meu melhor. Um pouco já esperava, porque ainda não me sinto pronto a 100% para jogar cinco sets. Sabíamos que podia correr assim e, de facto, foi o que aconteceu. Tudo conta como experiência, agora é preciso recomeçar”.
O próprio tenista explicou ainda o impacto da cirurgia na sua preparação: “Sim, removi as amígdalas. Não foi tanto a operação, mas o tempo que estive parado e o treino praticamente inexistente. Ele fez realmente um grande jogo, vinha de uma final e para mim foi difícil porque ele estava cheio de confiança”. Darderi não escondeu o desapontamento, mas mostrou-se realista quanto às razões que precipitaram esta queda precoce, apontando a falta de preparação física e de ritmo competitivo como factores decisivos.
Apesar da desilusão, Darderi mantém o foco nos próximos desafios da temporada. “Os próximos dois torneios em terra batida vão dar-me algum fôlego antes de recomeçar no piso rápido americano. Hoje é dia 29, vou jogar a 18 em Båstad. Terei 20 dias para recuperar a forma. Aqui não tive muito tempo, mas foi o que foi, é preciso continuar e seguir em frente. Depois de Båstad vou ao Estoril. Em Los Cabos estou inscrito, mas depende de como correrem os primeiros dois. No ano passado lesionei-me na América e depois vêm dois Masters 1000 que são importantes para o ranking, por isso vamos ver”, afirmou o italiano, delineando o seu calendário competitivo com pragmatismo.
A eliminação precoce obriga Darderi a repensar a sua abordagem à relva e a centrar esforços na recuperação total da condição física, de modo a não comprometer a luta pelo top-10 mundial. Esta saída de Wimbledon é um sinal de alarme, mas também um ponto de viragem que pode impulsionar a carreira do italiano, caso consiga tirar lições da experiência e regressar mais forte. Com Båstad, Estoril e a digressão americana no horizonte, Darderi terá de provar que a queda em Londres foi apenas um percalço temporário e não o início de uma crise prolongada.
O circuito ATP não perdoa fraquezas e as próximas semanas serão decisivas para perceber se Darderi consegue recuperar o melhor ténis e relançar a sua ascensão no ranking, num verão que se antevê crucial para o futuro imediato do jovem talento italiano.
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