Djokovic supera Wu Yibing e segue para a segunda ronda em Wimbledon

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Novak Djokovic voltou a desafiar todas as expectativas e sobreviveu a um verdadeiro teste de resistência na estreia em Wimbledon, arrancando uma vitória suada perante o desconhecido chinês Wu Yibing. O sérvio, sete vezes campeão na relva sagrada londrina e recordista absoluto de títulos do Grand Slam, esteve longe de encantar, mas garantiu o passaporte para a segunda ronda — um resultado que, apesar do susto, mantém vivo o sonho de mais um troféu no All England Club.

O encontro, disputado esta segunda-feira, opôs Djokovic, atual sétimo cabeça de série e aos 39 anos um dos mais experientes em prova, ao chinês Wu Yibing, apenas 102.º do ranking ATP. Foram precisas três horas e doze minutos para o campeão sérvio resolver a questão, com parciais de 6-4, 5-7, 6-4 e 6-4. Wu, que nunca tinha passado da primeira ronda num torneio do Grand Slam, vendeu cara a derrota e obrigou Djokovic a puxar dos galões, principalmente no segundo set, onde o asiático chegou mesmo a empatar a contenda e a lançar dúvidas sobre a condição física do veterano.

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Esta vitória é tudo menos trivial para Djokovic, que procura recuperar terreno numa temporada marcada por algumas oscilações e por dúvidas quanto à sua capacidade de manter o domínio em court. Wimbledon sempre foi um dos palcos de eleição do sérvio, mas a exibição diante de Wu Yibing deixou muitos a questionar se estará ao nível necessário para bater adversários de gabarito superior. Com o próximo adversário já definido — o grego Stefanos Tsitsipas, antigo número três mundial e atualmente no 87.º posto ATP —, o caminho até à final adivinha-se perigoso e repleto de surpresas.

No final do encontro, Djokovic não escondeu o alívio: “Foi um jogo muito difícil. O Wu jogou de forma incrível, especialmente no segundo set. Senti que tive de elevar o meu nível para conseguir vencer”, confessou o sérvio na sala de imprensa. O tenista acrescentou ainda: “A relva de Wimbledon exige sempre o melhor de nós. Estou feliz por ter passado, mas sei que tenho de melhorar muito se quiser chegar longe este ano.” Estas declarações, feitas logo após a vitória, deixam transparecer a consciência do próprio Djokovic de que o seu ténis ainda está longe do patamar ideal.

Wu Yibing, por seu lado, mostrou-se orgulhoso apesar da derrota: “Defrontei um dos melhores de sempre e consegui jogar de igual para igual em muitos momentos. Vou levar daqui grandes aprendizagens”, afirmou o chinês, visivelmente emocionado, após a sua eliminação. Djokovic, com a experiência de quem já venceu tudo, respondeu com humildade: “Ele tem um grande futuro pela frente se continuar com esta atitude.”

A análise ao que se segue é inevitável: Djokovic terá pela frente um adversário bem mais experiente e perigoso, com créditos firmados em grandes palcos, ainda que Tsitsipas esteja longe do seu melhor ranking. O grego, que bateu o francês Hugo Gaston em três sets na ronda inaugural, já provou ser capaz de surpreender favoritos e vai certamente procurar explorar as fragilidades que Djokovic exibiu neste jogo de abertura. O sérvio não pode dar-se ao luxo de repetir os erros cometidos diante de Wu Yibing, sob pena de ver o sonho de mais uma consagração em Wimbledon ruir prematuramente.

O cenário está montado para um duelo de alto risco na segunda ronda, onde cada ponto poderá ser decisivo. Os adeptos do ténis mundial ficam em suspenso: conseguirá Novak Djokovic reencontrar o seu melhor ténis a tempo de afastar o fantasma da eliminação precoce? Uma coisa é certa: se continuar a sofrer como nesta estreia, a defesa do título em Wimbledon será tudo menos um passeio para o campeão sérvio.

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