Djokovic critica decisão polémica de fechar o teto em Wimbledon

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O momento mais polémico do Wimbledon deste ano deu-se quando Novak Djokovic entrou em confronto directo com a organização, criticando ferozmente a decisão de fechar o teto da Centre Court ainda antes das 20h. A contestação do sérvio, que não poupou palavras na defesa de um torneio verdadeiramente ao ar livre, voltou a expor a falta de clareza e consistência nas decisões do Grand Slam britânico.

No embate dos quartos-de-final frente ao canadiano Felix Auger-Aliassime, realizado na terça-feira, Djokovic viu-se surpreendido pela ordem de encerramento do teto, logo após perder o segundo set. Eram apenas 19h40 e, segundo o tenista de 39 anos, não havia qualquer motivo meteorológico que justificasse a interrupção. “Porquê agora? Porquê agora? No outro dia, não quiseram fechar até às 20h20-20h30, e agora querem fechar? Não querem chegar às 20h30? São 19h40 agora. Podíamos jogar um set inteiro ao ar livre. Somos um torneio outdoor”, disparou Djokovic, visivelmente irritado pela falta de critério. “Onde está a consistência? São tão orgulhosos das vossas regras e não estão a cumprir nenhuma. Não faço ideia de qual é a regra”, acrescentou ainda o sérvio, que insistiu na necessidade de respeitar o ADN exterior do torneio.

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Depois de vencer o encontro por 7-6(10), 3-6, 6-3, 6-7(4), 7-6(4), num épico de cinco horas e quinze minutos, Djokovic manteve a sua posição na conferência de imprensa: “Sinto que joguei mais torneios indoor do que outdoor, para ser honesto”, afirmou o actual sétimo cabeça-de-série, reforçando o desagrado pela forma como Wimbledon tem gerido o uso do teto retráctil.

As críticas à organização estenderam-se além do próprio Djokovic. Gill Gross, criador de conteúdos de ténis e comentador, classificou a actuação dos responsáveis como “caótica” e exigiu regras claras. No seu canal de YouTube, Gross foi taxativo: “Tudo isto pareceu caótico. Não gosto da forma como Wimbledon está montado tecnologicamente, com a pausa no jogo, o início tardio na Centre Court, e sempre aqueles 10 minutos para fechar o teto, alterando as condições a meio do encontro – não é o ideal.” Gross insistiu ainda que não se deve deixar a decisão ao critério dos jogadores: “Os jogadores vão sempre tentar perceber o que é melhor para eles. Neste caso, nenhum queria fechar o teto. O que devem fazer é escrever uma política, não é assim tão difícil. Isto não devia ser confuso nem uma questão de julgamento. Escrevam uma política sobre quando o teto fecha e quando não fecha. Não percebo isto. Não acho que tenha mudado muito o encontro. O Felix e o Novak são ambos grandes jogadores indoor.”

As decisões questionáveis do torneio não se ficam por aqui, já que o Wimbledon tem sido também criticado pelo seu início tardio dos jogos na Centre Court, às 13h30, o que tem levado a várias partidas a terminarem perto do limite das 23h ou a serem suspensas para o dia seguinte.

Com a vitória frente a Auger-Aliassime, Djokovic garantiu uma presença nas meias-finais, onde terá pela frente o número um mundial e campeão em título, Jannik Sinner, numa sexta-feira que promete ser explosiva. A polémica em torno do teto promete continuar a marcar o ritmo deste Wimbledon, com os olhos do mundo do ténis atentos à resposta da organização.

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