Jude Bellingham brilhou com um bis decisivo na vitória de Inglaterra por 2-1 sobre a Noruega, nos quartos de final do Mundial de 2026 em Miami, deixando Erling Haaland rendido ao talento do médio. Apesar de todo o foco mediático estar virado para Haaland e Harry Kane antes do encontro, foi Bellingham quem destravou o jogo na prorrogação, elevando para seis o número de golos marcados nesta competição, um registo que o coloca ao lado dos maiores marcadores ingleses num só Mundial.
O desempenho do médio do Real Madrid tem sido impressionante, com dois golos na eliminatória frente ao México e outros dois na fase de grupos contra Croácia e Panamá. Haaland, antigo colega de Bellingham no Borussia Dortmund, elogiou o companheiro com entusiasmo após o jogo, destacando a injustiça das críticas que o inglês, de apenas 23 anos, por vezes recebe: “Não me surpreende que marque dois golos hoje e jogue assim. O que me espanta é que por vezes recebe demasiada crítica porque não marca golos suficientes ou o que quer que seja. Ele não merece isso porque é um dos melhores do mundo. É médio, ainda marca golos, consegue ultrapassar todos os adversários em campo. Só posso elogiar o Jude. Acho-o inacreditável. Inglaterra tem sorte, Madrid tem sorte, porque toda a gente quer um Jude na equipa.”

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A amizade entre Haaland e Bellingham ficou patente no abraço entre os dois no final da partida, reforçando o vínculo criado na Bundesliga. No entanto, a noite não foi só de elogios. Alf-Inge Haaland, pai e agente de Erling, também comentou no X, mostrando descontentamento com a arbitragem, nomeadamente com a anulação de um golo da Noruega na segunda parte, decisão que resultou de uma revisão VAR que considerou uma carga do avançado norueguês sobre Elliot Anderson. “Well done Bellingham and referee”, escreveu Alf-Inge numa publicação que elogiava Bellingham, mas também declarou “feel we got robbed today” noutro comentário, revelando a frustração familiar.
Erling Haaland mostrou-se magnânimo, reconhecendo que as decisões normalmente favorecem a equipa considerada melhor, neste caso Inglaterra: “Normalmente, a melhor equipa, que é claro que é a Inglaterra em termos de jogadores, consegue estas decisões a seu favor. Quando estou no Man City, normalmente corre a meu favor.” O avançado revelou ainda a sua simpatia pela seleção inglesa: “Claro que quero que a Inglaterra vá bem. Acho que tive uma camisola de Inglaterra antes de ter uma da Noruega quando era jovem. É um país agradável e a camisola é bonita.”
A vitória consumada na prorrogação coloca Inglaterra numa posição privilegiada na competição, com Bellingham a emergir como uma figura-chave para os futuros desafios do Mundial. Haaland, apesar da eliminação, mostrou grande respeito pelo talento do antigo colega e pela equipa inglesa, antecipando uma rivalidade saudável para os próximos encontros.
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