Donald Trump admitiu ter sido “forçado” a intervir junto da FIFA após o cartão vermelho mostrado ao avançado Folarin Balogun, numa decisão que continua a gerar polémica meses depois do Mundial de 2026. O ex-presidente dos Estados Unidos revelou o episódio durante uma receção da FIFA na Trump Tower, onde esteve ao lado do presidente da entidade, Gianni Infantino.
Trump recordou que telefonou a Infantino para “fazer uma recomendação” sobre a situação de Balogun, mas admitiu não saber o desfecho da conversa: “Eu disse, ‘Gianni, gostaria de apresentar uma reclamação.’ Eu não disse para o deixarem jogar, não sabia o que ia acontecer.” O avançado, que viu um cartão vermelho, acabou por ter a suspensão suspensa e pôde alinhar nos oitavos-de-final contra a Bélgica, jogo em que a seleção dos EUA perdeu por 4-1. Trump defendeu que Infantino merece “crédito” por esta decisão: “Ele tomou uma grande decisão. Nunca vão dar-lhe crédito por isso.”

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A suspensão do cartão vermelho foi atribuída exclusivamente ao presidente do comité disciplinar da FIFA, Mohammad al-Kamali, sem que os restantes 17 membros tenham participado na decisão, segundo relatos posteriores. A polémica mantém-se pela forma como a decisão foi tomada e pela sua influência no desenrolar do torneio.
Durante a mesma intervenção, Trump criticou a estratégia da seleção inglesa na meia-final contra a Argentina, onde o treinador Thomas Tuchel terá cometido um erro ao colocar Harry Kane, capitão e um dos melhores jogadores ingleses, a jogar numa posição defensiva. Trump, que jogou golfe com Kane antes do encontro, considerou que a decisão foi “um pouco estranha” e que a equipa devia ter sido mais ofensiva.
O ex-presidente também destacou o sucesso de audiência e público do Mundial realizado nos Estados Unidos, México e Canadá, que quebrou recordes de assistência antes mesmo do início da fase a eliminar. Trump mostrou interesse em que os EUA voltem a ser anfitriões do Mundial, preferencialmente sozinhos, para 2034, embora tenha revelado que Infantino sugeriu uma candidatura conjunta entre Estados Unidos e China, com um “voo curto entre os jogos” para facilitar o transporte dos jogadores.
Apesar destas declarações, está confirmado que a edição de 2030 será organizada por Espanha, Portugal e Marrocos, enquanto a de 2034 ficará a cargo da Arábia Saudita, decisões já anunciadas há algum tempo. As intenções de Trump revelam, no entanto, que os Estados Unidos continuam a querer manter uma posição de destaque no futebol mundial.
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