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INTERNACIONAL · 3 min de leitura

Presidente Trump diz que foi forçado a intervir na FIFA após cartão vermelho a Balogun

Presidente Trump diz que foi forçado a intervir na FIFA após cartão vermelho a Balogun

A intervenção do ex-presidente Donald Trump junto da FIFA para anular o cartão vermelho ao avançado Folarin Balogun continua a gerar polémica meses após o Mundial de 2026. Numa recepção na Trump Tower, Trump afirmou que foi “forçado” a ligar ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para “fazer uma recomendação”, embora tenha admitido não saber o que iria acontecer a seguir.

O episódio ocorreu antes do jogo dos oitavos de final entre os Estados Unidos e a Bélgica, em que Balogun foi inicialmente expulso e depois autorizado a jogar após a suspensão do castigo. Trump defendeu Infantino, afirmando que este “merece crédito” pela decisão que permitiu ao avançado estar em campo, apesar de o USMNT ter perdido por 4-1. “Eles ganharam o jogo e a nossa equipa teve todos os seus jogadores. Foi uma grande decisão”, declarou o ex-presidente norte-americano.

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Segundo relatos, a suspensão do cartão vermelho foi uma decisão tomada exclusivamente pelo presidente do comité disciplinar da FIFA, Mohammad al-Kamali, sem consulta aos restantes membros. Este episódio foi um dos temas em destaque nas declarações de Trump, que também criticou a estratégia da selecção inglesa na meia-final contra a Argentina. O ex-presidente considerou um erro colocar Harry Kane, capitão da Inglaterra, numa posição defensiva, mesmo tendo jogado golfe com o avançado pouco antes do encontro.

Trump elogiou ainda o sucesso do Mundial em termos de audiência e assistência, destacando que o torneio que decorreu nos Estados Unidos, México e Canadá bateu recordes de público antes mesmo da fase a eliminar começar. O antigo líder mostrou ambição para que os Estados Unidos voltem a receber a competição, desta vez como único país anfitrião, sem a coorganização com México e Canadá.

Numa conversa alegada com Infantino e outros responsáveis da FIFA, Trump sugeriu que a organização deveria escolher os Estados Unidos para o Mundial de 2034 em exclusivo, ao contrário da edição de 2026. Infantino terá proposto, em alternativa, uma candidatura conjunta entre os Estados Unidos e a China, justificando que isso facilitaria deslocações mais curtas entre jogos e agradaria aos jogadores.

Recorde-se que o Mundial de 2030 será organizado conjuntamente por Espanha, Portugal e Marrocos, enquanto a edição de 2034 já está atribuída à Arábia Saudita. A ambição de Trump em conseguir a exclusividade da organização para os EUA levanta expectativas para as negociações futuras dentro da FIFA e entre as federações envolvidas.

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