Novak Djokovic anuncia planos para o US Open e afasta rumores de abandono

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Novak Djokovic rejeita rumores de aposentação e confirma ambição no US Open: “Posso ser sempre melhor”

Novak Djokovic viu a sua caminhada rumo ao 8.º título em Wimbledon terminada abruptamente na passada sexta-feira, ao perder contra o jovem italiano Jannik Sinner, futuro campeão do torneio. O tenista sérvio, que disputava a sua 8.ª meia-final consecutiva em Wimbledon, foi claramente dominado pelo adversário, suscitando dúvidas sobre o seu estado físico e futuro no ténis.

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Apesar das especulações, Djokovic já ultrapassou a derrota e concentra-se no US Open, que se realiza em Flushing Meadows, Nova Iorque. Em entrevista a Gayle King, o sérvio afirmou: “Estou a pensar em jogar ténis de alto nível, e se eu não pensar nisso, as pessoas lembram-me. Se as pessoas não me recordarem a minha idade, o meu corpo lembra-me, e tento aproveitar cada por cento da energia para continuar a competir num nível de elite contra jogadores jovens.” O tenista explicou ainda as dificuldades físicas que enfrenta: “O corpo responde de forma diferente, e isso é biologia. O desgaste de mais de 20 anos no mais alto nível cobra o seu preço, e demoro mais tempo a recuperar.” Djokovic referiu o exaustivo encontro de cinco horas e quinze minutos nos quartos de final com Felix Auger-Aliassime, que terá prejudicado a sua frescura na meia-final, onde não conseguiu igualar o desempenho de Sinner.

Com 24 títulos de Grand Slam, Djokovic prepara-se para o US Open, prova que já venceu por quatro vezes e onde conquistou o seu mais recente Major. “O US Open é um dos quatro Grand Slams, e penso que é o mais divertido e emocionante, além de ter o maior estádio do nosso desporto. Mal posso esperar.” O jogador destacou a energia dos adeptos como uma das principais motivações para continuar a competir: “Uma das razões principais porque ainda estou em competição é a energia do público e o respeito e apreço que recebi, especialmente nos últimos anos em todo o mundo, algo pelo qual sou imensamente grato.”

Djokovic tem ainda a possibilidade de igualar o recorde de cinco títulos do US Open, atualmente partilhado por Roger Federer, Pete Sampras e Jimmy Connors. Ao contrário de Wimbledon, onde Federer detém o recorde isolado, no US Open a marca está dividida entre várias lendas do ténis. O sérvio ainda não revelou se vai participar no Open do Canadá ou no Masters de Cincinnati, eventos que tem vindo a evitar nas últimas temporadas.

Paralelamente, Djokovic celebrou a estreia do seu documentário “The Wolf in Winter” com uma estreia exclusiva no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. O evento reuniu figuras de renome dos mundos do desporto, moda e entretenimento, como Mike Tyson, Zlatan Ibrahimović, Cafu, Roberto Carlos, Gianni Infantino, John McEnroe, Juan Martín del Potro, Bogdan Bogdanović e Anna Wintour. O filme, realizado por Jason Hehir, conhecido pelo documentário “The Last Dance” sobre Michael Jordan, promete revelar um olhar profundo sobre a carreira e percurso do sérvio, cuja adaptabilidade e convicções são apontadas como a sua verdadeira força.

Com uma carreira recheada de conquistas, incluindo uma medalha de ouro olímpica e um recorde de 428 semanas como número um mundial, Djokovic mantém-se uma figura dominante no ténis mundial, agora focado em prolongar a sua influência e sucesso no US Open.

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