Scottie Scheffler defende Bryson DeChambeau após penalização polémica

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Scottie Scheffler, número um mundial, decidiu finalmente quebrar o silêncio sobre a polémica penalização de Bryson DeChambeau no Open. O norte-americano recebeu uma penalização de duas pancadas na sexta-feira por alegadamente melhorar a área do seu swing, num incidente que gerou grande debate no mundo do golfe. Scheffler, defensor da honestidade no desporto, falou sobre o caso durante a conferência de imprensa de domingo, após o término do torneio.

“O que talvez precisemos é de ser um pouco mais rigorosos na forma como policiamos os jogadores, mas há um equilíbrio, porque há jogadores como o Bryson,” afirmou Scheffler. “Cada tacada dele é transmitida na televisão. Quando se vêem imagens de ângulos distantes, as coisas podem parecer diferentes do que quando estamos ali ao pé… Conheço-o há muito tempo, ele é muitas coisas, mas definitivamente não é um trapaceiro.” O campeão em título recordou ainda momentos em que jogaram juntos, seja em competições de putting ou chipping, sem jamais ter visto qualquer comportamento suspeito.

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Scheffler trouxe também à conversa o caso de Jon Rahm, que em 2020 foi penalizado duas pancadas no Memorial Tournament devido a uma bola que se terá movido antes do seu putt, um incidente confirmado por vídeo em câmara lenta. “Este exemplo mostra a importância de termos provas directas em vídeo para que possamos sancionar corretamente,” explicou o líder do ranking mundial. No caso de DeChambeau, apesar das várias câmaras, não existe prova directa do alegado melhoramento da área.

O número um mundial alertou que alguns jogadores estão a ser menos rigorosos com as regras e a explorar os limites, mas não acredita que DeChambeau tenha agido intencionalmente. “Talvez tenha sido um pouco descuidado perto da bola, mas não acho que tenha feito nada de propósito. Precisamos de voltar às tradições do jogo e talvez de policiar as coisas com mais rigor,” acrescentou Scheffler.

Além do apoio de Scheffler, outros jogadores como Max Homa também defenderam a integridade de DeChambeau, enquanto Grant Moir, director executivo do R&A, qualificou a infração como acidental. Contudo, nem todos partilham desta visão. Rory McIlroy, número dois mundial, afirmou que a penalização foi justa e acusou DeChambeau de ter agido de forma intencional, considerando que a sua reação foi apenas um teatro para atrair atenções. Ainda assim, McIlroy convidou DeChambeau para jogar no Irish Open, mostrando que a relação entre crítica e amizade no circuito é complexa.

No final do torneio, Scheffler terminou em quarto lugar, com 7 abaixo do par, enquanto DeChambeau fechou em 14.º, com 4 abaixo do par, num regresso positivo após ter falhado o corte nos três majors anteriores. Ryan Fox sagrou-se campeão com 10 abaixo do par, conquistando o seu primeiro major.

Esta polémica sobre a penalização de DeChambeau mantém o debate aceso sobre a aplicação das regras no golfe profissional e a necessidade de maior rigor na fiscalização, com Scheffler a assumir uma posição de defesa do colega, mas também a exigir uma postura mais rigorosa por parte da organização.

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