Aryna Sabalenka, apesar de ser a favorita dos bookmakers para o US Open de 2026, apresenta um desempenho que tem deixado muito a desejar nos últimos meses. A número um do mundo, que dominou em Flushing Meadows nos últimos anos, perdeu força e atualmente está bastante abaixo da lista das jogadoras em melhor forma, à medida que se aproxima o Grand Slam que encerra a temporada.
Sabalenka, que ostenta um impressionante registo de 19 vitórias e apenas uma derrota em Nova Iorque nos últimos três anos, conquistou títulos consecutivos, com a única derrota a ter ocorrido na final de 2023 frente a Coco Gauff. Contudo, a quatro vezes campeã de Grand Slam chega a este US Open com um histórico recente preocupante, tendo sido eliminada na ronda de 16 nos seus últimos três torneios (Wimbledon, Toronto e Cincinnati). A sua forma parece estar aquém do esperado, o que levanta questões sobre a sua preparação para o torneio.
Embora a confiança esteja em baixo, não se pode desconsiderar Sabalenka, especialmente quando se recorda a sua impressionante vitória nos torneios Indian Wells e Miami em março, onde se tornou apenas a quinta mulher a conquistar o Sunshine Double. É importante lembrar que todos os seus títulos de Grand Slam foram conquistados em pisos duros, sendo dois no Australian Open e dois no US Open.
Entre os principais concorrentes de Sabalenka, destaca-se Elena Rybakina, atual campeã do Australian Open, que viu a sua popularidade aumentar após ter sido finalista no Canadian Open. Contudo, a sua condição física é uma grande preocupação, uma vez que tem lidado com uma lesão na perna, que a forçou a retirar-se após apenas cinco jogos nas quartas de final do Cincinnati Open, onde admitiu que mal conseguia andar. Além disso, Rybakina parece ter dificuldades em lidar com a pressão, especialmente quando está em jogo o primeiro lugar do ranking.
Jessica Pegula, finalista do US Open de 2024, tem sido uma das jogadoras mais consistentes, tendo alcançado a final em Cincinnati após ser vice-campeã no Washington DC Open. A juventude de Coco Gauff também merece destaque, já que a semi-finalista de Wimbledon e finalista em Cincinnati está a apresentar um dos melhores desempenhos da sua carreira, especialmente no serviço, o que poderá ser um grande trunfo.
Iga Swiatek, que teve uma defesa de título desastrosa em Wimbledon, conseguiu recuperar ao vencer o Canadian Open, embora tenha sido eliminada nas meias-finais em Cincinnati. A sua performance recente sugere que a antiga campeã ainda tem muito a oferecer.
Na lista de outsiders, Naomi Osaka está a reencontrar a sua forma, subindo para a 13.ª posição do ranking, enquanto Alex Eala, que desafiou as críticas sobre o seu serviço, conquistou o seu primeiro título na WTA e alcançou o top 20. Eala tem mostrado que pode brilhar em grandes ocasiões, como demonstrou nos seus jogos em Wimbledon e Washington.
Com o US Open à vista, a competição promete ser intensa, e as jogadoras terão de superar as suas dificuldades e mostrar que estão prontas para a batalha. Sabalenka, apesar dos desafios, pode ainda surpreender e manter a sua coroa, mas a pressão está maior do que nunca.
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