O Brasil volta a entrar em campo no Mundial de 2026 sem a sua maior estrela: Neymar continua afastado e Carlo Ancelotti vê-se obrigado a repensar toda a estratégia para o decisivo jogo frente ao Haiti. A ausência do avançado, mesmo após o regresso aos treinos, lança dúvidas sobre a capacidade ofensiva da equipa e aumenta a pressão sobre o seleccionador italiano e o restante plantel numa competição onde não há margem para erros.
Carlo Ancelotti, seleccionador do Brasil, confirmou que Neymar não integrará a equipa que enfrenta o Haiti no segundo jogo da fase de grupos do Campeonato do Mundo de 2026. O encontro realiza-se em Filadélfia, durante a madrugada de sábado, pelas 1h30 (BST), e sucede ao empate a um golo diante de Marrocos na estreia brasileira. Neymar, que regressou recentemente aos treinos após uma nova lesão sofrida logo no início do estágio, não recuperou a tempo e permanece em New Jersey a cumprir um plano de reabilitação física, enquanto os colegas já viajaram para o local do jogo.

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Esta notícia é particularmente relevante pelas implicações que acarreta tanto para o Brasil como para o próprio Mundial. Sem Neymar, o Brasil perde não só o seu jogador mais criativo e decisivo, mas também aquele que poderia desbloquear jogos frente a adversários teoricamente acessíveis, como é o caso do Haiti. As críticas à dependência excessiva do talento individual do craque aumentam, e a pressão sobre Ancelotti intensifica-se. O empate na estreia já deixou marcas e o próximo jogo pode ser determinante para garantir a qualificação numa fase de grupos que se adivinha mais competitiva do que o esperado.
Na conferência de imprensa de antevisão, Ancelotti foi claro quanto ao estado físico do número 10: “O Neymar ainda não está pronto para regressar à competição. Ele continua a trabalhar na sua recuperação e a evoluir, mas não vamos correr riscos desnecessários nesta fase.” O treinador sublinhou o impacto desta ausência, mas também expressou confiança no resto do plantel: “Temos uma equipa com qualidade e outras soluções. Cabe-nos mostrar isso em campo frente ao Haiti.” Já Neymar, através das redes sociais, deixou uma mensagem de apoio: “Estou a fazer tudo para voltar o mais rápido possível. Força, Brasil!”
Segundo Gianluca Di Marzio, jornalista da Sky Sport Italia, existe ainda uma réstia de esperança de que Neymar possa estar apto para o embate frente à Escócia, a 24 de Junho. “A evolução tem sido positiva, mas o staff médico e técnico não querem precipitar o regresso do jogador”, revelou Di Marzio. O próprio Ancelotti admitiu que a prioridade é garantir que o avançado recupere totalmente, evitando recaídas que possam comprometer o resto do torneio.
Para o Brasil, o jogo contra o Haiti assume agora contornos decisivos. Uma vitória não só colocaria a selecção em posição favorável para avançar, mas também aliviaria a pressão e acalmaria os adeptos, cada vez mais inquietos com a ausência prolongada de Neymar. Uma eventual derrota ou novo empate poderá desencadear uma onda de críticas ferozes e colocar em risco a continuidade de Ancelotti no comando técnico.
O futuro imediato da selecção brasileira depende, assim, da capacidade de resposta do grupo sem o seu principal líder em campo. Os próximos dias serão de máxima tensão e expectativa, com todos os olhos postos na evolução clínica de Neymar e na performance da equipa frente ao Haiti. Caso o Brasil consiga ultrapassar este obstáculo, o regresso do craque diante da Escócia poderá ser o tónico necessário para relançar a candidatura ao título mundial. Até lá, impera a incerteza e a pressão sobre um dos favoritos à conquista do troféu.
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