Carragher defende titularidade de Declan Rice frente ao Gana apesar das dúvidas físicas

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Declan Rice não pode mesmo ficar de fora do onze inicial de Inglaterra frente ao Gana, garante Jamie Carragher, apesar das preocupações reais com a sua condição física. O ex-internacional inglês e atual comentador desportivo considera que Thomas Tuchel não tem margem para prescindir do médio do Arsenal, mesmo sabendo que Rice está a lutar contra dores persistentes desde o Natal. A poucos dias de um encontro decisivo no Mundial 2026, a possível ausência de Rice transforma-se numa das grandes questões do torneio, com os adeptos e especialistas a interrogar-se sobre a real capacidade de Inglaterra para gerir o seu meio-campo sem o seu jogador mais fiável.

Declan Rice foi substituído ao minuto 72 na vitória inaugural frente à Croácia, em Dallas, com Thomas Tuchel a justificar a saída como uma medida de precaução, após o médio ter sentido algum desconforto na zona lombar e no tendão da coxa. Apesar de Tuchel garantir que Rice vai estar disponível para defrontar o Gana, o próprio jogador revelou à ITV Sport que tem estado a jogar com “dor neural” na coxa desde o Natal, um problema que se tem arrastado ao longo de uma temporada desgastante. Com 63 jogos disputados em 2025/26 – mais do que qualquer outro jogador do plantel inglês –, Rice é visto por Carragher como absolutamente imprescindível. “No Mundial não se faz gestão. Se Inglaterra ganhar o próximo jogo, talvez aí se pense em descansar alguém no terceiro encontro, se o apuramento já estiver garantido. Agora, não acredito que se possa abdicar de Declan Rice neste momento”, afirmou Carragher, em declarações à Sky Sports.

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O antigo defesa-central acrescentou ainda: “Parece-me que a decisão de tirar Rice contra a Croácia foi mais preventiva do que por lesão grave. Ele já tem lidado com este problema durante a época e tem sido dos melhores jogadores da Premier League, sem grandes limitações a jogar pelo Arsenal. Foi provavelmente a decisão certa tirá-lo para garantir que está a 100% para este jogo. Se for necessário, ganhe-se já este jogo e depois sim, descanse-se contra o Panamá.”

Em sentido contrário, Carragher mostra-se perentório quanto à gestão de Bukayo Saka, que continua a recuperar de uma lesão no tendão de Aquiles. O extremo do Arsenal começou no banco frente à Croácia, com Noni Madueke a ocupar o seu lugar, e só foi lançado nos últimos 20 minutos. Carragher defende que não se deve forçar o regresso do internacional inglês, admitindo que a ausência prolongada pode dificultar o seu regresso ao onze titular. “O facto de não ter começado no primeiro jogo significa que provavelmente é algo mais sério do que o problema de Rice”, explicou Carragher, sublinhando: “Ele falhou muitos jogos na época passada. Isto parece ser mais problemático. Não creio que se deva arriscar, porque ninguém quer perder Saka para o resto do torneio. Mas quanto mais tempo passar sem jogar, mais difícil será para ele entrar nos jogos a eliminar e estar no seu melhor. Se Madueke continuar a jogar e corresponder, pode ser complicado para o Bukayo voltar a entrar na equipa.”

Outro dos grandes dilemas de Tuchel prende-se com o parceiro ideal para John Stones no eixo da defesa. Stones, que alinhou ao lado de Ezri Konsa frente à Croácia, mostrou alguma falta de ritmo, nomeadamente ao comprometer no lance do golo adversário. Carragher, porém, mantém confiança no defesa do Manchester City, pela sua experiência em grandes competições, mas sugere que Marc Guehi deve ser o seu parceiro de eleição. “Para mim, o primeiro nome para o centro da defesa seria Marc Guehi”, defendeu o antigo internacional, acreditando que a dupla Guehi-Stones poderá ser o equilíbrio certo para travar o ataque ganês.

Com Inglaterra a liderar o grupo após a vitória sobre a Croácia, o embate com o Gana assume contornos decisivos para garantir o apuramento antecipado e, quem sabe, permitir alguma rotação no terceiro jogo. No entanto, a gestão física de elementos-chave como Rice e Saka promete continuar a marcar a atualidade da selecção, num Mundial onde cada decisão pode ser a diferença entre o sucesso e o fracasso. O plantel inglês, orientado por Thomas Tuchel, enfrenta uma verdadeira prova de fogo, onde a pressão para garantir resultados imediatos choca com a necessidade de proteger os seus activos mais valiosos para as fases a eliminar. O desenrolar dos próximos dias será determinante para perceber se a aposta em Rice se traduz num meio-campo sólido ou se o risco de agravar a lesão poderá comprometer as aspirações inglesas à conquista do troféu mais desejado do futebol mundial.

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