Cristiano Ronaldo calou os críticos e fez história ao liderar Portugal numa demolidora vitória por 5-0 frente ao Uzbequistão, numa noite em que a selecção nacional exibiu um futebol demolidor e empolgante. O veterano avançado português, de 41 anos, tornou-se no primeiro jogador de sempre a marcar em seis edições diferentes do Campeonato do Mundo, com um bis que deixou todos rendidos e colocou-o novamente no centro das atenções do futebol mundial.
O encontro, disputado na fase de grupos do Mundial 2026 nos Estados Unidos, ficou marcado pelo domínio absoluto da equipa das quinas, que respondeu da melhor forma ao empate decepcionante frente à RD Congo, no jogo anterior. Ronaldo, alvo de duras críticas e de pressões para ser relegado para o banco, respondeu de forma categórica, marcando dois golos e mostrando que continua a ser imprescindível para as aspirações lusas. Com este feito, Ronaldo não só quebrou um jejum de dez jogos sem marcar em grandes torneios — que vinha desde Novembro de 2022 — como também se juntou a nomes como Lionel Messi, Kylian Mbappé e Erling Haaland entre as principais estrelas a brilhar na América do Norte.

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Este resultado catapulta Portugal para uma posição de destaque no grupo e reacende o sonho de conquistar o tão desejado título mundial. O impacto é imediato: Ronaldo volta a escrever o seu nome nos livros de história e a galvanizar uma selecção que precisava de uma resposta forte. A pressão sobre o seleccionador e sobre o próprio Ronaldo era imensa, mas a resposta foi dada dentro de campo, dissipando dúvidas e reacendendo a esperança dos adeptos.
No final do jogo, Cristiano Ronaldo não escondeu a satisfação: “Estou de volta”, afirmou, num recado claro a quem duvidava da sua capacidade para decidir nos grandes palcos. O capitão português salientou: “Poucos jogadores foram tão escrutinados como eu neste torneio, mas continuo aqui para ajudar Portugal a vencer. O importante é a equipa.” As suas palavras, proferidas na zona mista após o apito final, reflectem a confiança renovada do astro português e a ambição que ainda o move, mesmo depois de tantos anos ao mais alto nível.
Enquanto Portugal celebra, a selecção inglesa foi travada por um insosso empate sem golos frente ao Gana, num jogo em que a equipa de Carlos Queiroz montou uma muralha defensiva impenetrável. Depois de uma exibição empolgante frente à Croácia, em que venceram por 4-0, os ingleses voltaram à mediocridade habitual e nunca conseguiram encontrar soluções para furar a defesa africana. Gana, por seu lado, até esteve perto de vencer, beneficiando de decisões polémicas do árbitro, que perdoou possíveis expulsões a Jordan Pickford e Ezri Konsa. Este resultado representa um duro golpe para as aspirações inglesas, obrigando-os a repensar estratégias para os próximos encontros.
Já a Croácia, obrigada a vencer após a derrota frente à Inglaterra, manteve vivas as esperanças graças a um golo solitário de Ante Budimir, que saltou do banco para corresponder a um cruzamento de Josip Stanisic e garantir os três pontos frente ao Panamá. Este triunfo deixa os croatas na luta pelo apuramento, preparando o terreno para um confronto decisivo com o Gana na última jornada da fase de grupos.
Na América do Sul, Daniel Muñoz continua a ser o herói improvável da Colômbia. O lateral do Crystal Palace voltou a aparecer em zona de finalização para garantir o triunfo sobre a RD Congo e a qualificação para a próxima fase, assegurando que a selecção colombiana pode gerir o último jogo sem pressão.
Olhando para o que se segue, Portugal entra agora embalado para os oitavos-de-final, com Ronaldo a provar que ainda tem muito para dar e a obrigar todos os adversários a olharem para a selecção lusa com respeito redobrado. Inglaterra, por sua vez, vê-se obrigada a reagir rapidamente para evitar um novo desaire e travar a crescente onda de críticas. A Croácia e o Gana vão protagonizar um duelo de tudo ou nada, enquanto a Colômbia já pode planear a próxima fase com confiança.
O Mundial 2026 promete emoções ao rubro e, com Cristiano Ronaldo em modo máquina de golos, Portugal sonha alto. Resta saber se a velha guarda conseguirá manter o ritmo e se as restantes selecções conseguirão responder à altura deste renascimento português. Uma coisa é certa: a luta pelo trono do futebol mundial está ao rubro e ninguém quer ficar para trás.
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