De Bruyne e Salah frente a frente no Bélgica-Egipto do Mundial 2026

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Kevin De Bruyne e Mohamed Salah vão finalmente reencontrar-se num palco mundial, reacendendo uma das maiores rivalidades entre estrelas da Premier League, desta vez ao serviço das suas selecções nacionais. O duelo entre Bélgica e Egipto, agendado para esta segunda-feira em Seattle, promete ser um dos pontos altos do arranque do Grupo G do Mundial 2026, com ambos os craques a assumirem papel de destaque nos onzes iniciais das respectivas equipas.

De Bruyne, maestro do Manchester City, e Salah, ícone do Liverpool, protagonizaram verdadeiros clássicos em Inglaterra ao longo da última década, e voltam agora a medir forças num contexto ainda mais exigente. A expectativa é elevada, tendo em conta que as duas selecções são apontadas como favoritas à passagem à próxima fase, e qualquer deslize poderá comprometer seriamente as aspirações de qualificação. Com ambos a atravessar fases decisivas das suas carreiras, o embate ganha contornos de tudo ou nada, especialmente para Salah, que persegue o primeiro triunfo egípcio em Campeonatos do Mundo.

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O seleccionador belga, Rudi Garcia, enfrenta dilemas quanto à composição do eixo defensivo e do ataque. Charles De Ketelaere, avançado do Atalanta, deverá manter a titularidade na frente de ataque, relegando Romelu Lukaku para o banco devido à fraca condição física, após uma época marcada por lesões em Itália. Na defesa, Zeno Debast, central do Sporting, integra a convocatória mas só deverá estar disponível mais tarde na competição devido a um problema muscular na coxa. Assim, tudo indica que dois entre Arthur Theate, Brandon Mechele e Nathan Ngoy formarão a dupla de centrais, com Mechele e Ngoy a terem ganho pontos no recente triunfo por 5-0 frente à Tunísia.

Também no flanco esquerdo Garcia terá de optar entre Timothy Castagne, mais equilibrado, e Maxim De Cuyper, de perfil mais ofensivo, sendo o primeiro o favorito depois da última exibição. Thibaut Courtois regressa à baliza após um longo afastamento da selecção, enquanto Thomas Meunier assegura a lateral direita. O meio-campo deverá apresentar um duplo pivô com Amadou Onana e o capitão Youri Tielemans, ambos do Aston Villa, a garantirem solidez e ligação com o trio ofensivo composto por Trossard, De Bruyne e Jeremy Doku, este último já recuperado de uma pequena lesão.

Do lado egípcio, Hossam Hassan dispõe de todo o plantel sem limitações físicas, apostando tudo em Salah, agora completamente restabelecido da lesão muscular sofrida no final da época pelo Liverpool, e em Omar Marmoush, do Manchester City, para liderarem o ataque. Na baliza, Mostafa Shobeir poderá surpreender ao assumir a titularidade no lugar do veterano El Shenawy. Mohamed Hany e Ahmed Fatouh devem ocupar as laterais, com Hamdy Fathy e Yasser Ibrahim favoritos para o centro da defesa, embora Ramy Rabia, Hossam Abdelmaguid e Mohamed Abdelmonem também sejam hipóteses válidas para um eventual sistema de cinco defesas.

O meio-campo deverá contar com Marwan Attia e Emam Ashour como motores da equipa, sendo que Mohanad Lasheen será opção caso Fathy seja recuado para a defesa. No ataque, para além de Salah e Marmoush, Trezeguet, Zizo e Mostafa Ziko disputam um lugar, prometendo dar velocidade e criatividade à linha da frente. Para o Egipto, esta é a quarta presença em Mundiais e a pressão para conquistar finalmente uma vitória é enorme, com Salah a carregar nos ombros o peso de todo um país.

Na antevisão do encontro, De Bruyne partilhou, em conferência de imprensa, o sentimento especial de voltar a enfrentar Salah: “Joguei contra o Mo durante dez anos. Os nossos filhos chegaram a frequentar a mesma escola, por isso via-o de vez em quando. Ele é um tipo impecável. Vai ser bom revê-lo. Vai ser bom competir de novo, como nos velhos tempos.” Estas palavras sublinham não só o respeito mútuo, mas também a rivalidade saudável entre dois dos maiores talentos do futebol mundial. Salah, por sua vez, mantém-se focado no objectivo histórico: “Esta é uma oportunidade única para mostrar ao mundo do que o Egipto é capaz. Estamos prontos para surpreender.”

A partida promete ser decisiva para o desenrolar do Grupo G, já que um resultado negativo de qualquer uma das equipas pode obrigar a uma recuperação épica nos jogos seguintes. A Bélgica, com uma geração que muitos consideram estar na recta final, não pode vacilar, enquanto o Egipto aposta tudo no efeito Salah para fazer história. Com ambos os seleccionadores a afinar os últimos detalhes dos onzes iniciais e os adeptos em estado de euforia, tudo aponta para um confronto electrizante em Seattle. O mundo do futebol estará de olhos postos neste reencontro de titãs, onde cada jogada poderá ditar o futuro de duas selecções que sonham alto neste Mundial.

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