Giovanni Carnevali não perdeu tempo: assim que entrou oficialmente no comando da Juventus como novo CEO, marcou logo reuniões cruciais para definir o futuro imediato do gigante de Turim. O dirigente, que chega após uma década e meia de sucesso no Sassuolo, tem como primeira missão destrinçar as contas do clube e perceber ao detalhe o verdadeiro poder de fogo para o mercado de transferências deste verão — e, sobretudo, quanto terá de encaixar em vendas para evitar problemas com a UEFA.
A segunda-feira marca o arranque oficial de Carnevali no cargo máximo executivo da Juventus, após a saída repentina de Damien Comolli. Em cima da mesa, já este primeiro dia, está uma série de encontros com o departamento financeiro da Vecchia Signora para analisar tudo o que mexe com orçamentos, contratos e, acima de tudo, o acordo de liquidação com a UEFA. Esta questão é absolutamente central: será este entendimento com o organismo europeu que vai definir o limite de investimento do clube e a urgência na necessidade de vender jogadores para equilibrar as finanças.

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Importa recordar que a Juventus falhou a qualificação para a Liga dos Campeões 2026-27, o que representa um rombo considerável nas receitas previstas. O impacto desta ausência é fulcral: a UEFA exige contas em ordem e, sem o habitual prémio milionário da Champions, os bianconeri estão sob pressão para vender ativos valiosos. Há rumores insistentes de que poderá ser necessário sacrificar uma estrela do plantel principal, com Gleison Bremer, defesa central brasileiro, no topo da lista devido à cláusula de rescisão de 58 milhões de euros que o seu contrato prevê.
No entanto, Carnevali, segundo o diário Tuttosport, não parece disposto a ceder à primeira proposta que surja. O novo CEO pretende analisar todas as opções possíveis, considerando não só as necessidades financeiras, mas também o impacto desportivo de cada decisão. “Manter Bremer ainda está em cima da mesa. Não vamos tomar decisões precipitadas”, terá confidenciado Carnevali a pessoas próximas, numa clara demonstração de que a saída do brasileiro não é inevitável.
Outra prioridade imediata passa por reabrir conversações com Dusan Vlahovic para a renovação do avançado sérvio, de acordo com o desejo expresso pelo treinador Luciano Spalletti. O técnico acredita que segurar Vlahovic pode ser determinante para estabilizar o ataque e evitar despesas avultadas na contratação de um ou mesmo dois novos pontas-de-lança durante o verão. “Se conseguirmos manter Vlahovic, evitamos um problema ainda maior a nível financeiro e desportivo”, sublinhou Spalletti na última conferência de imprensa.
Além das vendas, Carnevali terá ainda de gerir as eventuais entradas. As negociações com o avançado Alexander Sorloth, do Atlético de Madrid, e com o guarda-redes Emiliano Martínez, do Aston Villa, já estão em curso, sendo esperadas novidades em breve. Estes dossiês, no entanto, dependem directamente do espaço orçamental que Carnevali conseguir libertar nas próximas semanas.
Os próximos dias vão ser de decisões rápidas e de impacto, com o futuro da Juventus a depender da capacidade do novo CEO para equilibrar o rigor financeiro com a ambição desportiva. Se Carnevali conseguir segurar as principais figuras e ainda encontrar margem para reforçar o plantel, poderá devolver a fé aos adeptos e reerguer a Juventus para o topo do futebol europeu. Caso contrário, o verão pode transformar-se numa autêntica razia em Turim, com consequências imprevisíveis para toda a época 2026-27.
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