Num duelo eletrizante no Hill Dickinson Stadium, o Manchester City permitiu que o Everton recuperasse de uma desvantagem ao intervalo, resultando num empate dramático de 3-3 que pode ter mudado os rumos da Premier League. Esta igualdade não só empata os nervos dos adeptos como entrega o controlo da corrida ao título ao Arsenal, que agora vê a sua vantagem fortalecida a poucas jornadas do fim.
A partida começou com o City a dominar claramente, controlando 76% da posse e criando múltiplas oportunidades, mas foi o Everton quem surpreendeu no final da primeira parte. Jeremy Doku abriu o marcador aos 43 minutos com um remate sublime, cortesia de um espaço ganho dentro da área, que deixou a defesa dos Citizens em sentido. A equipa de Pep Guardiola parecia encaminhada para um resultado tranquilo, mas a segunda parte trouxe um vendaval de golos e emoções.
O Everton, liderado por um inspirado Thierno Barry, deu a volta ao resultado com dois golos decisivos aos 68 e 82 minutos, aproveitando falhas defensivas gritantes do City. Entre estes, Jake O’Brien contribuiu com um cabeceamento certeiro após um canto, colocando os Toffees em vantagem e incendiando as bancadas. A defesa do City parecia desmoronar-se, com David Moyes a assistir incrédulo à reviravolta do seu lado.
Erling Haaland marcou para o City aos 83 minutos, após uma assistência primorosa de Mateo Kovacic que o colocou entre os centrais adversários. Parecia o momento da viragem, mas Jeremy Doku não estava disposto a deixar escapar a sua ex-equipa, assinando o golo do empate já nos descontos, aos 97 minutos, com um remate forte do lado direito que selou o 3-3 final.
Nas substituições, a entrada de Omar Marmoush para o City aos 87 minutos, em troca de Bernardo Silva, foi um movimento tardio que não conseguiu alterar o destino da partida. Phil Foden e Mateo Kovacic também foram lançados em campo numa tentativa de inverter o resultado, mas a eficácia dos Toffees foi implacável.
Este resultado é um duro golpe para o Manchester City, que vê agora o Arsenal assumir o controlo do título com seis pontos de vantagem e dois jogos a menos para os Citizens. A pressão aumenta para Pep Guardiola, especialmente com a perseguição do triplete nacional ainda em aberto — já com a Taça da Liga conquistada e a final da Taça de Inglaterra à vista contra o Chelsea a 16 de maio.
Do lado do Everton, apesar das ausências de Jarrad Branthwaite e a recente condição física de Beto, que voltou após protocolo de concussão, a equipa mostrou garra e capacidade para dificultar a vida ao gigante de Manchester. Iliman Ndiaye e Kieran Dewsbury-Hall aproveitaram as oportunidades nos contra-ataques, numa exibição que pode ser decisiva para a sua luta por uma vaga europeia.
Antes do encontro, as previsões apontavam para uma vitória do City por 2-1, mas o futebol mostrou que nada está ganho até ao último apito. Este empate intenso é um alerta para Guardiola e para o seu plantel, que terão de afinar a rotação e a concentração para não desperdiçar a vantagem que ainda possuem.
O jogo, transmitido em direto, proporcionou momentos memoráveis e levantou questões sobre a consistência defensiva do City e a capacidade do Everton para surpreender, mesmo em condições adversas. Uma jornada que ficará marcada na história da Premier League, com o título mais incerto do que nunca.
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